Como será o comércio de flores no 2 de novembro

Por Clovis Vieira
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Apesar dos tempos ‘cinzentos’ que a economia brasileira atravessa, este ano o Cemitério São João Batista certamente deverá estar bem colorido no Dia de Finados, no sábado (2). O feriado movimenta o mercado de flores e plantas nos quatro cantos do País. O hábito de levar flores aos cemitérios tem diminuído ao longo dos anos, mas há quem não desista de homenagear seus entes falecidos.

O hábito de levar flores aos cemitérios tem diminuído ao longo dos anos, mas há quem não desista de homenagear seus entes falecidos (Fotos: Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

Antes considerada a segunda melhor data para comercialização de flores e plantas no Brasil, hoje, o Dia de Finados ocupa a 6ª posição em volume de produtos negociados ao longo do ano, mas ainda assim representa 3% do faturamento anual do setor, segundo informações do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). A entidade ainda prevê que o volume de vendas este ano seja entre 6% e 7% maior que o do ano passado, em igual período.

ENCOMENDAS

“O que nós percebemos este ano é que, além do preço das flores ter aumentado, as vendas diminuíram. Nós estamos comercializando o mínimo, com relação ao ano passado”, lamentou Zuleide Oliveira Andrade, há 54 anos no comércio de flores em São João da Boa Vista. Com quiosque instalado em frente ao portão principal do Cemitério São João Batista, a comerciante avalia que a majoração do produto tenha sido em torno de 30% perante 2023. Anteriormente, ela conta que as vendas aconteciam com mais frequência ao longo do ano, diferente desta vez, em que a clientela só aparece em dias especiais.

Diante dessa nova realidade, Zuleide afirma que deixou de comprar muitas espécies de flores que, antes, eram adquiridas com facilidade pela freguesia. O principal fornecedor da floricultura é Holambra (SP). “Mas nós mantivemos o atendimento das encomendas, de amigos e clientes que sempre são fiéis ao nosso serviço a muitos anos”, relatou.

PODER AQUISITIVO

Outro comerciante que percebeu reajuste no preço das flores em torno dos 15% é Matheus Belizário, da floricultura Papai do Céu. “Nós estamos constatando o brasileiro com pouco poder aquisitivo, o que faz essa clientela buscar o melhor preço. O problema é que neste Finados, nós não conseguimos bons preços ao cliente final e nem muitas flores”, lamentou. segundo ele, há poucos anos, a floricultura conseguia comercializar entre 2.000 e 3.000 vasos, diferente dos tempos atuais, em que 800 unidades são adquiridas. De acordo com o comerciante, gladíolos, crisântemos, bola belga, antúrios, begônias e rosas estão entre as flores mais procuradas nesta data.

BOAS EXPECTATIVAS

Isabel Cristina de Melo, da São João Flores, considera normal esse reajuste anual no preço das flores, mas mantém boas expectativas de venda para a data, considerando a clientela que mantém e o quiosque a ser montado nas proximidades do Cemitério São João Batista – a loja principal fica na avenida Dr. Oscar Pirajá Martins. Ela confirma um aumento no preço do produto em torno dos 20%, com relação ao ano passado. “O que nós percebemos é que a nossa barraca próxima ao cemitério vende mais nesse período, em comparação com as vendas aqui na loja”, afirmou.

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