A primeira sessão da Câmara Municipal de 2018, realizada na segunda-feira (19), foi marcada por um pedido de cassação contra o vereador Claudinei Damalio (PTB). Os vereadores, no entanto, negaram por unanimidade o requerimento feito pelo suplente José Chiconi (PTB).
O pedido de Chiconi foi feito devido a um fato ocorrido em novembro do ano passado. De acordo com ele, no dia 21 de novembro, um dia após a Câmara instaurar Comissão Processante para investigar possível ato de improbidade do vereador Fernando Betti (PDT) – investigação que ainda ocorre -, Damalio, que alegou parentesco para não votar, ligou para Chiconi e reclamou de um comentário feito pelo suplente no Facebook.
“Foi uma justificativa infundada, porque ele foi eleito pelo povo e não por parentes. Escrevi isso em forma de comentário na notícia do jornal O MUNICIPIO publicada no Facebook. Ele [Claudinei Damalio] telefonou para mim pelo telefone da Câmara, gritando e me chamando de burro, dizendo que faltava inteligência porque somos do mesmo partido”, relembrou Chiconi.
O suplente explicou, ainda, que o pedido de cassação foi feito porque a atitude de Damalio se caracteriza como ato de decoro parlamentar.
“Gritar com um munícipe é falta de decoro parlamentar, conforme diz um decreto lei federal e também o próprio regimento da Câmara de São João da Boa Vista”, pontuou.
NEGADO
Durante a sessão, utilizando a Tribuna Livre, Chiconi explicou o ocorrido para todos os vereadores e solicitou que uma Comissão Processante fosse instaurada para analisar o caso, que poderia levar à cassação de Damalio.
Por unanimidade, entretanto, o pedido do suplente foi negado. Apenas Claudinei Damalio e o presidente do Legislativo, Gerson Araújo (MDB), não votaram. Damalio por ser parte envolvida no caso e Araújo por força da lei.
“Minha intenção não é puxar tapete, apenas agir dentro da legalidade. O pedido não ser aceito é sinal de que os outros vereadores são igual a ele [Damalio] e concordam que é permitido gritar com um munícipe”, lamentou o suplente José Chiconi.
Procurado pela reportagem, Claudinei Damalio disse estar com a consciência tranquila sobre o ocorrido, mas preferiu não se manifestar a respeito.




