Região de São João tem queda de 36% no número de suicídios

Por Ana Paula Fortes
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Este mês, marcado pela campanha Setembro Amarelo, ganha destaque no calendário nacional como um período de intensa conscientização sobre a prevenção ao suicídio. A iniciativa, que tem como objetivo principal reduzir o estigma associado ao tema e promover o diálogo aberto sobre saúde mental, está mobilizando instituições de saúde, escolas e a sociedade civil em diversas ações informativas e de apoio.

Conscientização: prestar apoio sempre que perceber mudanças no comportamento é de vital importância para a vida (Reprodução/Via Google)

O Setembro Amarelo surgiu em 2014, a partir de uma parceria entre o Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Desde então, a campanha tem ganhado força e visibilidade, contribuindo para uma mudança significativa na forma como o suicídio é abordado no Brasil. O uso da cor amarela simboliza a luz que ilumina o caminho para a prevenção e a esperança de que é possível salvar vidas.

Origem da Campanha

A campanha Yellow Ribbon (Laço Amarelo) teve início nos EUA, depois que o jovem Mike Emme cometeu suicídio em 1994. Com apenas 17 anos, Mike era bastante habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha transtornos mentais e não conseguiram evitar a morte dele.

No dia do velório, familiares e amigos colocaram, em uma cesta, diversos cartões decorados com fitas amarelas com a frase: “Se você precisar, peça ajuda”. Esta iniciativa originou um importante movimento de prevenção ao suicídio que tem o laço amarelo como símbolo da luta em combate ao atentado contra a vida.

 Conscientização

O suicídio é uma complexa questão de saúde pública e está associado a fatores como depressão, ansiedade, transtornos mentais e circunstâncias adversas.

Em 2021, o Brasil registrou mais de 15.507 casos de suicídio. De acordo com o Ministério da Saúde, esta é a terceira e quarta maior causa de mortalidade entre jovens de 15 a 29 anos.

Segundo Angela Calegari, escrivã de polícia da Delegacia Seccional de São João da Boa Vista, houve uma queda nos registros no último ano. Os dados apontam para um número 36% menor de suicídios consumados, na região atendida (que compreende oito cidades), entre janeiro e setembro de 2023 e o mesmo período de 2024. “Felizmente, através de nossas estatísticas, os números do presente ano estão menores do que em 2023. No ano passado, 11 pessoas cometeram suicídio; até o dia 5 de setembro desse ano, sete foram registrados”, explicou.

O estigma associado ao suicídio pode ser combatido com informação, empatia e apoio. Em um país onde as estatísticas ainda são alarmantes, a conscientização e a prevenção se tornam ferramentas indispensáveis para salvar vidas e promover uma sociedade mais solidária e compreensiva.

Muitas empresas e instituições têm iluminado suas fachadas com luzes amarelas, reforçando a visibilidade da campanha e incentivando a população a se engajar na discussão

Ajuda

Uma das principais mensagens do Setembro Amarelo é que há ajuda disponível e que procurar apoio faz uma grande diferença. Nesse mês, quando a primavera inicia e a paisagem ressalta aos olhos, é importante aflorar a empatia existente no interior de cada um e aproveitando a cor da campanha, ser um ipê amarelo na vida de quem não está conseguindo ‘acessar seu jardim interior’.

O CVV oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, disponível 24 horas por dia, através do telefone 188 e do chat online no site cvv.org.br. A instituição é uma das principais referências em suporte para pessoas que enfrentam crises de suicídio e suas famílias.

A identificação precoce de sinais de alerta, como mudanças bruscas de comportamento, isolamento social e sintomas de depressão, pode ser crucial para a intervenção eficaz.

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