Por Clovis Vieira
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As mães modernizaram-se! Estudo publicado pela Kantar TNS, que investigou as atividades online e offline executadas no dia a dia, mostra que as mães passam o dobro de tempo lendo revistas, jornais e outras publicações online, em comparação aos livros e revistas em papel. Por dia, as mães em geral passam quatro horas ao celular. E 89% dos acessos à internet é feito a partir dos dispositivos móveis. A expansão dos smartphones também explica outro indicativo da pesquisa: 56% das entrevistadas admitiram que investem tempo de navegação comprando online.

“Sim, eu me sinto muito conectada. Acho que não sobreviveria mais sem as redes sociais”, afirmou Cecília Carmen Torres, 59, mãe da Mariana, 32, e do Kevin, 35. Essa preferência por se manter ligada o dia todo não significa que seja uma consumidora: “Não sou muito de compras online (falo sério… risos!). Gosto mesmo de provar as roupas em lojas”. Então, o que ela faz na internet? “Adoro postar vídeos e fotos minhas, da natureza, de animais e dos momentos com a família”, completou.
DISTÂNCIA CURTA
Com duas horas e 42 minutos por dia, em média, as redes sociais são — disparadas — o que mais rouba as atenções das mães da atualidade. Além das 88% que informaram conferir as publicações em grande parte do tempo, outras 79% admitiram acessar o e-mail e 78% disseram gastar tempo com as trocas de mensagens. No caso de Cecília, igual a muitas outras mães com filhos morando em outras cidades, estados e países, essa conexão é útil nas comunicações em família.
“O Kevin divide o seu tempo entre Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ), enquanto que a Mariana mora no Canadá. Então, para encurtar essa distância toda e a saudade, eu falo com eles todos os dias”, confessou. Esse comportamento justifica, mesmo na modernidade, o ditado brincalhão que afirma: ‘mãe é tudo igual, só muda o nome e o endereço’. O tempo vem mostrando que, cada vez, mais o núcleo familiar tem sofrido intervenção de alguns quilômetros de distância entre os familiares.

FILHOS ENSINAM
As mães conectadas e conscientes dos perigos virtuais, ao lado do pai e de outros responsáveis, devem conversar com os filhos de todas as idades sobre esses perigos, estimulando-os as procurá-las sempre que se depararem com algo que os deixem preocupados — uma boa forma de tratar do assunto é fazendo uso do e-book ‘João e Maria na era Cyber’, uma versão moderna do clássico infantil sobre segurança digital para os menores.
O site classnet.tech avalia que “A função de mães (e pais!) diante da extensa cultura de comunicação através de dispositivos conectados pela Internet é a de estabelecer limites e impedir a geração de problemas. De certo modo, mães e filhos tiveram oportunidade de aprender como usar seus recursos ao mesmo tempo. Portanto, em princípio, não havia como mais velhos ensinarem mais novos. O que ocorre, hoje, é exatamente o contrário disso. O mundo virtual está aí e mães conectadas podem aproveitar sua própria experiência para preparar seus filhos para uma navegação mais segura e consciente, fazendo uso dos benefícios sem ficarem expostas a perigos digitais — infelizmente, muito reais”.




