Por Ana Paula Fortes
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Desde 1950 é celebrado o Dia Mundial da Saúde, com o objetivo de chamar a atenção para prioridades específicas da saúde global. A definição de saúde não se resume apenas na ausência de doenças e sim um estado de completo bem-estar físico, psíquico e social. Sendo assim, os brasileiros não terão quase nada a comemorar e em São João as coisas não são muito diferentes. A saúde parece celebridade, está sempre estampada nos jornais, não por mérito, mas por estar muito doente. Empresas questionáveis, repasses não recebidos, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) lotada, atendimento lento, falta de medicamento e infindáveis motivos que a deixaram acamada. Por isso, essa data é também uma oportunidade para motivar ações quanto aos desafios enfrentados pela saúde nos dias de hoje.

OMS
A data, 7 de abril, foi escolhida em homenagem ao aniversário de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2024, ela completa 76 anos. Fruto do pós-guerra, a OMS foi criada em 1948, período em que milhões de europeus encontravam-se em condições de vulnerabilidade social, cenário propício para o surgimento de epidemias. Sua constituição interna é composta por princípios institucionais e uma estrutura própria, são 150 escritórios distribuídos pelo mundo e 7 mil funcionários. Ao nível organizacional, mantém uma tríade institucional composta pela Assembleia Mundial de Saúde, pelo Conselho Executivo e pela Direção-Geral.
Função
Além de ser responsável pelo fomento de pesquisas em saúde, a OMS também formula normas sanitárias internacionais, produz guias e materiais técnicos em prevenção e controle de doenças, manuais de boas práticas, pela criação e implementação de programas de controle e erradicação de doenças. E, ainda, a promoção de assistência técnica a países, formulação de relatórios de situação e análises de risco.
Conquistas
De sua criação até hoje, algumas das conquistas da Organização se destacam. Dentre elas está a erradicação da varíola, após muito trabalho, entre os anos de 1967 e 1979. O projeto conhecido como Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, que levou a uma diminuição de cerca de 99% dos casos de poliomielite.
Combater a epidemia da AIDS é o foco do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) do qual a OSM faz parte.
No Brasil
A saúde no Brasil é dividida em pública e suplementar. A pública está estruturada no interior do Sistema Único de Saúde (SUS); e a suplementar é a saúde privada, que compreende os planos de saúde. Atualmente, 7 em cada 10 brasileiros dependem exclusivamente do SUS, o restante da população utiliza a saúde privada.
SUS
Foi na Constituição de 1988 que o Brasil, formalmente, estabeleceu um sistema público universal de saúde, com a criação do SUS.
O SUS possui os seguintes princípios: universalização, sendo a saúde um direito de todos; equidade, privilegiando os que necessitam mais, diminuindo as desigualdades; e integralidade, que consiste em considerar a pessoa como um todo, atendendo a todas as suas necessidades.
Apesar do avanço que significou a criação do SUS, o Brasil está distante de dedicar a mesma atenção à saúde pública que os demais países que detém um sistema público e universal. Dados de 2015 mostram que o Brasil gastava cerca de 3,1% do PIB em saúde pública. São em média 525 dólares por habitante gastos anualmente no Brasil, enquanto que nos países em há sistema de saúde pública, investe-se, em média, 3 mil dólares anuais.
Segundo estudos nessa área, uma das maneiras de reduzir os gastos com tratamento seria focar na prevenção, reduzindo a ocorrência de enfermidade. Mas a saúde, hoje, no Brasil, está focada na doença.




