Suspeito pela morte de Jéssica estava de ‘saidinha temporária’

Por Ignácio Garcia
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A Polícia Civil de São João da Boa Vista prendeu, ainda na sexta-feira (15), Rafael Ferraz Fuzetti, 36, suspeito pela morte da garota de programa Jéssica Cristina da Silva, 32, ocorrida na quinta-feira (14).

Segundo informações prestadas ao g1 pela polícia sanjoanense na manhã de sábado, Fuzetti estava em ‘saidinha temporária’ de Páscoa desde terça-feira (12) e retornaria à prisão na segunda (18). Ele cumpria pena no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Hortolândia (SP), na região metropolitana de Campinas, após ser condenado por tráfico de drogas em 2022.

O g1 informa que, “em fevereiro deste ano, a Justiça concedeu a ele [suspeito] a progressão ao regime semiaberto e, a partir disso, ele começou a usufruir do benefício da saída temporária para passar algumas datas com os familiares. Além de condenações por tráfico de drogas em 2021 e 2022, Fuzetti também já foi condenado por furto qualificado. O g1 não conseguiu localizar a defesa dele até a última atualização da reportagem”.

De acordo com o apurado, foram as imagens de câmeras de segurança nas proximidades da casa de Jéssica que ajudaram a polícia a identificar o suspeito. No vídeo obtido pelo g1, é possível ver Fuzetti caminhando na rua da casa em que a vítima morava.

Segundo Jorge Mazzi, delegado responsável pela investigação, em outras imagens é possível ver o suspeito entrando e saindo da residência, de forma tranquila. “Tudo indica que ele era um cliente, marcou o horário, foi lá para ser atendido e aí ocorreu o latrocínio. Ele apresenta no rosto uns arranhados, como se fosse uma lesão de defesa da vítima”, afirmou Mazzi ao portal de notícias.

O delegado ainda contou que, no local, Fuzetti teria se desentendido com a vítima e a matou para roubar o celular dela. “Após o crime, o suspeito vendeu o celular para outro homem, que foi localizado e o apontou para a polícia. Depois disso, os policiais encontraram Fuzetti em uma casa abandonada no bairro Santo Antônio”, traz o g1. Também segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou parcialmente o crime, mas disse que não a matou.

De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi traumatismo craniano e Jéssica não tinha sinais de violência sexual. O corpo da vítima foi sepultado em Limeira (SP), no sábado (16).

O CRIME

Jéssica Cristina da Silva foi encontrada com marcas de sangue no rosto e, após exame necroscópico, constatou-se que houve traumatismo craniano. De acordo com o Boletim de Ocorrência, por volta de 14h, a profissional de um pet shop esteve na residência da vítima para buscar o cão dela para um procedimento de banho e tosa. Na ocasião, a testemunha teria visto a vítima acompanhada de um homem, pois havia o visualizado pela porta da casa uma perna masculina que trajava calça jeans.

À polícia, a testemunha relatou que teria ouvido Jéssica dizer ao homem presente na casa a seguinte frase: “você tem que ir embora”, teria falado a vítima em tom de voz ‘normal e calmo’. Duas horas depois do procedimento no cachorro, às 16h, a profissional do pet shop retornou ao local para entregar o animal de estimação, porém, chamou Jéssica por diversas vezes e não obteve resposta. Segundo o BO, ela deixou o cão, e teria ligado diversas vezes para o celular da vítima, mas sem sucesso (caixa postal).

Por volta de 19h, a testemunha retornou mais uma vez à residência no Jardim Molinari para ver se Jéssica já havia retornado e a chamou novamente, contudo, o silêncio permanecia e o animal se encontrava do mesmo jeito em que havia sido deixado.

Preocupada, a profissional do pet shop pediu apoio de uma vizinha e decidiu entrar na casa. Assim que abriu a porta, a mulher logo foi encontrada caída no quarto, morta e com marcas de sangue no rosto. Diante da situação, agentes da Polícia Militar e Polícia Civil foram acionados pela testemunha. No cômodo, todo desarrumado, o celular da vítima não foi encontrado, fazendo aumentar as suspeitas de latrocínio.

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