Bullying na volta às aulas exige atenção da escola

Por Clovis Vieira
[email protected]

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 40% dos estudantes adolescentes admitiram ter sofrido ‘bullyng’ de provocação e intimidação nas escolas. Além disso, 24,1% dos alunos mencionaram que “a vida não vale mais a pena, após as agressões”. O retorno às aulas, portanto, pede atenção das escolas a esse problema. Profissionais da área afirmam que o ambiente acadêmico tem sido muito estudado pelos prejuízos psicológicos e emocionais que atingem as crianças e adolescentes quando expostos aos ataques.

Abuso: criança sem orientação familiar pode importunar colegas (Reprodução/Via Google)

Em abril de 2011, a professora Carla Daniela Rodrigues lançou em São João o livro ‘Bullying – Confrontando a Face Ingênua da Maldade’, voltado aos professores. O trabalho tem como base a formação da autora em Pedagogia e Psicopedagogia, além de ser pós-graduada em Docência do Ensino Superior. “O bullying resume-se nas ‘gozações’, agressões mascaradas como brincadeiras, que as crianças sofrem, principalmente no ambiente escolar”, esclareceu.

COMPORTAMENTOS

Carla apresenta estudos em sua obra, mostrando que o bullying afeta tanto a vítima quanto o agressor e toda a comunidade escolar. “Esse ataque, que pode ser físico ou emocional, pode determinar problemas de aprendizagem, evasão escolar e comprometimento psicológico”, alertou. O MUNICIPIO tem publicado regularmente reportagens com esse tema, devido a importância que tem na vida das pessoas atingidas.

Em reportagem anterior, a professora sanjoanense Ana Aguiar assegurou: “Com meus alunos, antes de punir, procuro conscientizá-los sobre as consequências do ‘bullying’”. Junto aos estudantes, a docente esclarece sempre que “as palavras podem ter a leveza do vento ou a força de uma tempestade; eu os oriento a se colocarem no lugar do outro. E se fosse com você? Como se sentiria? Pense antes de falar”. Pais e professores devem estar atentos às mudanças de comportamento do filho, pois podem ocultar medos e inseguranças diante de bullying.

FAMÍLIA

A autora Carla Rodrigues lembra que “é fácil reconhecer a violência física; porém, a violência verbal, a psicológica e a moral levam muito tempo para serem detectadas e, quando o são, os estragos já estão feitos”. Com seu livro, a autora deseja mostrar aos professores algumas estratégias, não para que ele ‘apague o incêndio’, “mas que previna o fenômeno com carinho, demonstração de compreensão e respeito”, apontou.

O médico pediatra paulistano Lauro Monteiro Filho acrescenta que o autor do bullying não se comporta assim apenas na escola: “Ele, em geral, tem uma relação familiar onde tudo se resolve pela violência verbal ou física, reproduzindo tudo isso no ambiente escolar”. A obra da professora sanjoanense pode ser encontrada na Amazon.coim; tem 197 págs. e preço aproximado de R$ 20.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here