Por Marcelo Gregório
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Um casal de aposentados de São João da Boa Vista, morador na região do Jardim Bela Vista, procurou O MUNICIPIO para dizer que está descontente com o que tem visto nos últimos anos em um dos espaços públicos mais conhecidos e importantes da cidade: a praça Cel. Joaquim José, no Centro. Chateados com a situação, considerada, por eles, precária, marido e mulher pediram que as identidades deles fossem preservadas, entretanto, o casal não teve receio de apontar os problemas e pedir providências ao Poder Público sanjoanense tanto na parte estrutural quanto cultural.

TERRA BATIDA
Entre as reclamações citadas pelos idosos estão alguns dos canteiros da principal praça de São João. Em um deles, situado em frente à agência da Caixa, não há plantas ou ornamentos de valorização e, com isso, a terra tem se espalhado e causando dificuldades de assento aos frequentadores. “A gente não se conforma de ver há tempos essas coisas acontecendo. Coisa horrível que está essa praça central. Isso aqui é rosto da cidade. O pessoal que chega aqui, a primeira coisa que ele gostaria de ver, um turista, por exemplo, é uma praça bonita. Só que está cada vez pior. Os bancos que nós temos aqui são muretas. Essas muretas estão um ‘lixo’, um nojo, por conta da terra que existe aqui. Mais ou menos um terço da praça é terra batida. Quando chove, a terra chega a cair pelas muretas e chega até a calçada. É uma vergonha”, disse em tom de revolta o aposentado.
Acerca dos apontamentos, o Executivo respondeu à reportagem que os bancos são lavados periodicamente pela equipe do Departamento de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento e já consta no cronograma de trabalho a limpeza para a próxima semana. Sobre a ausência de plantas nos canteiros, a pasta responsável argumentou que “não eram adequadas para áreas sombreadas, por isso morreram. Nestes locais provavelmente será plantada a grama [espécie] São Carlos, que é mais apropriada para sombra”.
ILUMINAÇÃO
No ‘pacote’ de reivindicações, o idoso também pediu adequações às condições de segurança na praça Joaquim José. Segundo ele, a iluminação tem deixado a desejar e até mesmo no palco das apresentações há escassez de luz. “Nós temos um problema muito sério aqui na praça que é o abandono à noite. Geralmente, as luzes estão apagadas. Não sei se é economia de energia ou não. A gente tem muita saudade de quando a praça aos domingos era uma praça ‘viva’. Cheia de gente comprando, dinheiro girando, o que é bom para a cidade. Agora, a maior parte dos domingos não tem ninguém na praça. A coisa estando legal, zelando, é mais fácil do que deixar deteriorar”, concluiu o frequentador.
Quanto ao apontamento de que a praça estaria escura demais, a gestão municipal reforçou que providências serão tomadas. “A Prefeitura tem um projeto em andamento de revitalização da praça Cel. Joaquim José. O Departamento de Gestão e Planejamento Urbano está à frente deste projeto, o qual contempla a recuperação dos canteiros, do piso, da pintura e da iluminação. A equipe da pasta está trabalhando em ritmo acelerado para que a obra esteja concluída até o final do ano”, respondeu o Planejamento.
CADÊ A BANDA?
Adeptos aos ‘bailes na praça’, aos domingos, para dançarem ao som da Banda ‘Dona Gabriela’, os aposentados também afirmaram que estão sentindo a falta da corporação musical e de outros artistas da cidade se apresentando na Fonteatro Emílio Casline. “É o que o povo quer: música. A nossa eterna Banda ‘Dona Gabriela’ está reduzida, mas não importa. Domingo passado tinham três instrumentos e uns 14 casais dançando e um grupo bom de pessoas assistindo. Por que o Departamento de Cultura não faz alguma coisa? A cidade é rica em músicos, artistas que gostariam de se apresentar e mostrar a sua arte aqui. Na minha ótica eu acho que o departamento deveria fazer uma reunião com esses artistas e deixar a cidade mais viva”, implorou o munícipe.
EXPLICAÇÕES
Sobre a parte musical, o Departamento de Cultura pontuou que o contrato firmado com a Banda ‘Dona Gabriela’ se encerrou em dezembro de 2023. “Ocorre que, por lei, os contratos podem ser renovados pelo período máximo de 60 meses (5 anos), portanto, passado o exercício de 2019, nos exercícios de 2020, 2021, 2022 e 2023, o contrato foi se renovando de 12 em 12 meses. Posto isso, e entendendo a importância e valor histórico da Banda ‘Dona Gabriela’ para o município, é imprescindível ressaltar que estamos com um novo processo de contratação por inexigibilidade em andamento, visando garantir mais 60 meses possíveis de extensão contratual. Vale destacar, ainda, que devido a Nova Lei de Licitações e Contratos (Lei nº.: 14.133/2021), a qual a Prefeitura começou a executar neste exercício de 2024, estamos nos adequando às novidades dessa legislação afim da nova contratação ser finalizada o mais breve possível”, encerrou o Departamento de Cultura.




