Saúde alerta para possível epidemia de dengue em 2024

Por Marcelo Gregório
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Balanço obtido pelo O MUNICIPIO, junto ao Departamento Municipal de Saúde, mostrou que, de janeiro até agora, 259 pessoas contraíram dengue na cidade, de um total de 970 notificações, com 529 resultados descartados e 22 casos inconclusivos, além de uma morte confirmada por febre amarela.

Maio foi o mês que registrou o maior número de casos, com 138 pessoas acometidas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os meses de abril (50) e junho (19) vieram na sequência com quantidade elevada de casos. Já em dezembro houve 8 notificações, com duas pessoas infectadas e que já se recuperaram.

Dengue: cidade computou 970 notificações em 2023, com 529 casos descartados e 22 inconclusivos (Banco de Imagens/Marcelo Gregório)

OUTRAS CIDADES

Das 970 notificações no ano, 160 foram contraídas em outros municípios da região de São João. Segundo o governo paulista, até o dia 9 de dezembro, São Paulo havia confirmado 314 mil casos de dengue em 625 municípios, com 281 mortes. Em São João, segundo o diretor de Saúde, Fábio Ferraz, a estrutura organizacional reúne agentes de Vigilância Ambiental fixa e permanente para orientar a população.  “Esses profissionais continuam realizando visitas/vistorias de orientação à população e no ano de 2023, até o momento, foram visitados 59.802 imóveis/estabelecimentos comerciais”, afirmou o diretor.

Ferraz adiantou à reportagem do O MUNICIPIO que em janeiro será realizada a Avaliação de Densidade Larvária em todas as regiões da cidade. “Consiste em realizar visitas a imóveis previamente sorteados para vistoria e coleta de larvas para identificação. Após a realização deste trabalho, teremos o índice de infestação para definirmos a área a ser trabalhada mais intensamente. Quanto à rede de atendimento, todos os serviços de saúde estão preparados para identificar, notificar e tratar todos os possíveis casos”, explicou o responsável pela pasta.

Além de visitas às residências, o trabalho de orientação é feito em empresas que representam riscos de proliferação do mosquito como serviços de reciclagem, sucatas, entre outros. “As ações preventivas são mantidas ao longo de todo o ano, sempre planejadas e acompanhadas pela Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental e Centro de Controle de Zoonoses [CCZ]”, reforçou Fábio.

REGIÃO CENTRAL

Segundo o Departamento de Saúde, a região que houve maior concentração de casos de dengue, de março a maio, foi na área compreendida entre Vila Bancária, São Lazaro e região central. “Na ocasião foram realizadas buscas para novos suspeitos e nebulização costal nesta área. No atual momento estão ocorrendo poucas confirmações e em locais distintos”, assegurou o diretor.

POSSÍVEL EPIDEMIA

Embora o cenário atual não necessite de nenhum decreto alertando São João sobre epidemia, no ano que vem, a situação poderá mudar e, por isso, a atenção deverá ser dobrada.  “Há previsão de uma provável epidemia para o próximo ano de 2024, por este motivo reforçamos a importância da participação de todos para evitarmos a ocorrência de casos de dengue/zika e chikungunya em nossa cidade, verificando regularmente seus imóveis e comércios, realizando a manutenção e limpeza de seus terrenos e obras e não descartando lixo ou outros materiais em locais incorretos. Além de procurar nossos serviços de saúde em casos de suspeita da doença. Em caso de aparecimento de sintomas de dengue como febre, dor de cabeça, dor nos fundos dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo, [os pacientes devem] procurar o serviço de saúde mais próximo de sua casa para avaliação de um profissional”, concluiu Ferraz.

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