Por Marcelo Gregório
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Um levantamento feito entre agosto e setembro, em 800 escolas no Brasil, exceto no Acre, mostrou que a mensalidade escolar deve subir em média 9,2% acima da inflação em 2024. O Grupo Rabbit, consultoria especializada na área educacional, foi o responsável pela elaboração e execução do estudo.

O MUNICIPIO entrou em contato com a assessoria de imprensa do grupo e o consultor Christian Coelho prontamente explicou o que representará para o bolso do consumidor. “Significa três pontos [percentuais] a mais que a inflação, porém, isso não consegue suprir ainda o déficit de mensalidade que as escolas tiveram na pandemia, que foi de 22% de desconto que eles deram para segurar os alunos, então, para a escola equiparar a situação pré-pandemia, eles vão precisar mais ou menos de três a quatro anos”, afirmou Coelho.
PESQUISA
O reajuste no valor das matrículas e mensalidades acontece de forma totalmente planejada, de acordo com o CEO do grupo Rabbit. “É feita a inflação mais o reajuste de salário dos professores, mais o investimento. As escolas estão deixando de fazer a manutenção, a questão não é nem o investimento e sim a manutenção mesmo, porque as escolas têm uma demanda e um gasto muito grande e, com isso, estão tendo dificuldade”, pontuou Coelho.
EM SÃO JOÃO
Em São João da Boa Vista, a maioria das escolas procuradas pela reportagem preferiu não comentar nada sobre o aumento nos valores. Todavia, a direção do Colégio Experimental Integrado optou por mostrar como serão os procedimentos adotados para 2024. “Todo início de ano, por conta da inflação registrada oficialmente nos 12 meses anteriores, fazemos, com cautela, um ajuste nos preços de nossos serviços — que se faz necessário para que possamos seguir operando com a excelência pela qual somos reconhecidos. Nossa política interna sugere a não divulgação de valores publicamente. De qualquer maneira, é importante comentar que, absolutamente, todos os nossos custos são afetados, valendo destaque para o legítimo reajuste salarial de nossos colaboradores, que respeita, sempre, o dissídio da categoria”, respondeu o Corpo Diretivo da escola.
DÍVIDAS
Conforme divulgado pela pesquisa feita no País, 70% das escolas têm algum tipo de endividamento muito maior que a pré-pandemia. “Setenta é um percentual muito grande, sendo que a margem não é igual em outras empresas prestadoras de serviço. A margem pré-pandemia (tirando os últimos dois anos) gira em torno de 15%. [A] conclusão é que não sobre nada porque, além de tudo, temos os 7,5% de inflação, isso arrebenta o lucro das escolas”, apontou Coelho.
REFLEXOS DA PANDEMIA
No Experimental Integrado, que atua desde a educação infantil até o pré-vestibular, a direção preferiu não mencionar a quantidade de alunos que frequenta as instalações. Mas reforçou que o reajuste se faz necessário para que a qualidade de ensino de longos anos seja mantida e proporcionada aos alunos de São João. “Neste momento, a não correção dos valores, certamente, resultaria na redução de qualidade dos serviços oferecidos, pois ainda contabilizamos as perdas registradas no período da pandemia de Covid-19. É do conhecimento de todos que nos acompanham que, invariavelmente, buscamos modernizar a nossa estrutura, manter os nossos diversos materiais e equipamentos atualizados, bem como nosso corpo docente e administrativo preparado por meio de capacitações constantes e robustas”, encerrou o Corpo Diretivo.




