Família de balconista morta em acidente pede justiça

Por Marcelo Gregório
[email protected]

Uma semana após a morte da balconista Claudiane Aparecida Meneguini Martins, 39, em decorrência de um grave acidente de trânsito registrado na rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-342), em São João da Boa Vista (SP), a família segue pedindo por justiça.

Fatal: Claudiane Aparecida Meneguini Martins morreu após a moto em que estava ser atingida pela caminhonete Toyota Hilux (Reprodução/Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil assegurou que os trabalhos de investigação deverão ser concluídos no prazo regulamentar de 30 dias. “Está sendo apurado pela CPJ [Central de Polícia Judiciária] deste município através do respectivo Inquérito Policial, cuja conclusão depende da apresentação dos respectivos laudos de exames periciais e da oitiva da vítima sobrevivente”, afirmou o delegado seccional, José Gonzaga Pereira da Silva Marques.

O empresário L.E.A.O., sócio-administrador de uma propriedade rural em Águas da Prata (SP), é o suspeito de dirigir a caminhonete Toyota Hilux envolvida no acidente. A revolta da família é porque ele teria deixado o local sem prestar nenhum tipo de auxílio às vítimas. Somente horas depois, a polícia foi procurada. “No que pertine a manifestação do motorista causador do evento, posso apenas esclarecer que ‘alegou ter sido totalmente involuntário o acontecimento’”, descreveu o delegado a fala do suspeito.

Familiares e amigos de Claudiane mostraram-se inconformados com a suposta demora da polícia na divulgação do suspeito. “Se nossa prima fosse da dita ‘nata da sociedade sanjoanense’ esse caso já estaria solucionado e o responsável punido. Nós da família estamos clamando por justiça”, lamentou a prima da vítima, Poliana Dias.

No entanto, o delegado explicou como funcionam os trâmites. “Quanto à divulgação de nomes de figurantes em Inquéritos Policiais, de uma maneira geral, evita-se a divulgação em razão do caráter sigiloso das investigações policiais”, reforçou a autoridade.

COMO FOI

De acordo com o boletim de ocorrência, em 30 de setembro, a moto Honda CG 125, sem nenhuma irregularidade, era pilotada por P.R.B., de 36 anos, e trafegava pela SP-342, altura do quilômetro 230, sentido São João, quando foi violentamente atingida pela caminhonete. Relatos da perícia mostraram que não houve registro de marca de frenagem do veículo no asfalto. A moto acabou atingida na traseira, sendo arrastada por vários metros, ocasionando a morte da balconista. Com ferimentos na região do quadril, o condutor da moto foi socorrido à Santa Casa de Misericórdia ‘Dona Carolina Malheiros’ pela Renovias, concessionária responsável pela rodovia.

INVESTIGAÇÕES

O primeiro rastro para conseguir localizar o motorista suspeito surgiu no momento em que a Polícia Rodoviária encontrou parte de um para-choque com o logotipo da Toyota. O pedaço da peça, recolhido e apreendido, contribuiu para o andamento da apuração. Não demorou muito para que os policiais rodoviários soubessem, por meio de uma testemunha, que a caminhonete com a frente danificada e vazando água estaria transitando por ruas de Águas da Prata, sentido ao Pico do Gavião. Conforme descrito, a testemunha anotou o número de uma das placas do veículo e repassou aos policiais. Sob comoção e revolta, o corpo de Claudiane foi enterrado no Cemitério Municipal São João Batista.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here