Da Redação
Na tarde de sexta-feira, dia 29 de setembro, a Prefeitura de São João divulgou em seu portal oficial que, a partir da zero hora do dia 14 de outubro, a tarifa do transporte público municipal será atualizada e passará dos atuais R$ 4,65 para R$ 4,90, diferença — a maior — de R$ 0,25. O percentual de aumento para o usuário, segundo a administração local, será da ordem de 5,71%, uma vez que o reajuste ocorre após mais de dois anos de congelamento e é menor que a inflação do período, que passou dos 15%.

A Prefeitura subsidia parte do valor da passagem para minimizar o impacto do reajuste contratual para a população. Sem subsídio, com a atualização anual em contrato, a tarifa de remuneração seria de R$ 9,41 — esse valor representa o custo total do sistema de transporte público por passageiro transportado (combustíveis, peças e acessórios, renovação da frota, folha de pagamento, etc.).
A diferença para a tarifa pública é mantida com recursos do subsídio pago pela administração municipal, base agosto de 2023.
Com a atualização, na compra por meio de cartão magnético e QR code, o valor passará de R$ 4,30 para R$ 4,55. Para quem paga em dinheiro, o valor passará de R$ 4,65 para R$ 4,90. Já os estudantes pagarão R$ 2,25. A gratuidade para pessoas acima de 65 anos, aposentados e pessoas com deficiência, fica inalterada.
SERVIÇO
De acordo com a prefeitura, dados recentes mostram, por exemplo, que mais de 24 mil idosos na média/mês, utilizam o transporte coletivo na cidade. Para oferecer mais qualidade e conforto no serviço aos usuários, a frota conta com 100% de ônibus com acessibilidade (rampa de acesso), além de ser monitorada por GPS e câmeras de segurança. A frota ainda dispõe de sistema de bilhetagem que aceita QR code; aplicativo para recarga de cartão e QR code por meio de cartão de crédito (MOV São João); app para acompanhamento em tempo real dos veículos (Cittamobi), tudo para facilitar a vida dos usuários.
“Cada vez fica mais difícil para os municípios subsidiarem parte dos custos com transporte público local e é necessário que os governos estaduais e federais passem a integrar o financiamento da politica de transporte”, explicou Marco Antonio da Rocha, diretor do Departamento de Desenvolvimento Econômico em exercício.




