O início da obra da represa nas imediações da Ponte do Arco depende, de acordo com o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB), de três pendências a serem resolvidas – duas delas junto à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e uma com a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).
Os pontos a serem definidos, assim como esclarece o chefe da administração municipal, são um problema de fósforo na água do Jaguari e a presença de uma torre de energia no meio da área (estes com a Cetesb); além da abertura de uma saída para a estrada de Vargem (com a Artesp).
“A maior destas pendências a ser resolvida é a do fósforo na água. A Cetesb fez uma medição nos últimos meses e eles disseram que estava no limite. Eles fizeram outra medição e os técnicos agora analisam”, disse.
Vanderlei tenta uma reunião já nas próximas semanas com técnicos da Companhia para que possa chegar a um acordo quanto a esta e as outras duas pendências.
OTIMISMO
Mesmo com estas questões a serem resolvidas, o prefeito afirma que quer iniciar ainda este ano a obra do empreendimento, que tem acordo para ser construído desde 2009, quando Sabesp e Prefeitura de São João renovaram contrato para abastecimento e tratamento de água na cidade.
“Nunca tive tanta esperança de que a represa irá sair do papel quanto agora. Avançamos bastante nos últimos cinco anos”, revela o prefeito.
O otimismo de Vanderlei se deve, de acordo com ele, pelo fato de a “questão mais difícil para viabilizar o projeto já estar resolvida”.
“A situação das APPs [Áreas de Preservação Permanentes] era nossa maior dificuldade, mas conseguimos resolver isso e agora precisamos solucionar também estas pequenas pendências para que a construção comece”, pontuou.
As obras da represa, que têm previsão de três anos para serem finalizadas, ainda contemplam um amplo parque ao redor do lago, com estacionamento, quiosques, espaços de ginásticas etc.
PARA ENTENDER
A ideia de uma represa nas proximidades da Ponte do Arco em São João da Boa Vista surgiu há mais 40 anos e o projeto para a construção da mesma há nove, quando a concessão de serviços de água e esgoto da Sabesp foi renovada na cidade e teve a represa como um dos pontos cruciais para o acordo.
Um dos fatores que emperrava o início da construção é a descoberta tardia de que, para ser construída, a represa dependia da troca do antigo projeto, feito em 2009, para o novo, que foi entregue no início do ano.
Isso era necessário, pois, ao contrário do que foi apresentado pela prefeitura para a Cetesb, a chamada Área de Preservação Permanente (APP) precisa possuir 100 metros, ao invés dos 30 projetados inicialmente.
Mesmo com a APP de 100 metros, o lago da represa, apesar de reduzido, ficará mais fundo e fará margem em apenas um lado da Ponte do Arco.
A área de abrangência da represa irá da ponte até a avenida Dr. Luiz Gambeta Sarmento, no Santo Antônio.



