Fotografia: quando uma imagem diz mais que palavras

Por Gabriela Sodré
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Já dizia o fotógrafo Robert Capa “Se uma foto não está boa o suficiente, é porque você não se aproximou o suficiente do fato”.

A arte da fotografia tem o poder de paralisar o tempo em uma imagem e, seja ela produzida ou não, sempre transmite uma mensagem, que até dispensa palavras.
Presente diariamente na vida das pessoas, no dia 8 de janeiro comemora-se o dia do fotógrafo.

Nascido em São Paulo mas residente desde 1988 em São João da Boa Vista, o fotógrafo Alfredo Nagib Filho, conhecido como Fritz, se apaixonou por fotografia ainda criança e, com 18 anos, foi estudar no exterior. Ao retornar para o Brasil, já começou a trabalhar na área.

“Sentia uma grande atração por todo o processo, a captura da imagem, a câmera, a revelação e a possibilidade de registrar um momento e eternizá-lo”, comentou.

Folia de Reis em Águas da Prata: Momento que Rogério Santos gostou de registrar (Divulgação/Arquivo/Rogério Santos)

Outro fotógrafo de São João é Rogério Santos, que está nesta carreira há mais de 30 anos. Começou trabalhando no jornal O MUNICIPIO, como office boy e, entre suas funções, estava a de buscar fotos produzidas para o jornal com Luís Gianelli — a convivência entre os dois despertou o interesse de Santos pela fotografia.

“O Luís foi o meu grande professor na vida, porque ele me adotou na fotografia e me ensinou tudo que eu precisava saber”, disse.

Duas figuras importantes na vida de Santos foram Luís Gianelli e Joaquim Cândido de Oliveira Neto, diretor do jornal na época, com quem teve uma conversa de extrema relevância, que levará para o resto da vida.

“A importância daquela conversa, que deve ter durado no máximo 10 minutos ou menos, foi o suficiente para fazer minha carreira ter uma outra visão no olhar fotográfico, sem dúvida nenhuma”, considerou.

A fotografia vai além de ser uma simples imagem: possibilita contar uma história, capaz de captar emoção, de transformar.

Fritz a enxerga como uma forma de se comunicar por meio da arte e Santos define que a importância da fotografia é o registro mágico que fazemos por meio dela.
Uma das referências na fotografia, tanto para Fritz quanto para Santos, é o brasileiro Sebastião Salgado.

“É um espelho. Todo mundo que começa uma profissão, sempre tem um espelho. É pelas fotos que ele fez, pela humanização e o amor que ele tem para fotografar”, revelou Santos, sobre por que admira Sebastião Salgado.

Além de fotógrafos mundialmente conhecidos, eles ressaltam a importância de ter referências nesta profissão por perto, como no caso de Gustavo Nagib.

O amor pela fotografia é tão grande que transcendeu além de Fritz e se transformou em algo familiar.

“Gosto muito do trabalho de meu filho Gustavo Nagib e de sua mãe, Maria Germano. Ambos talentosos no olhar poético das cenas cotidianas”, enfatizou Fritz Nagib.
Hoje em dia, com o desenvolvimento da tecnologia, ficou mais acessível o poder de fazer uma boa foto, seja profissionalmente ou por hobby, embora ainda se encontrem dificuldades nesta profissão, principalmente durante o ano pandêmico.

“Eu acho que a gente não tem dificuldades na carreira de fotografia, temos alguns tropeços, algumas pedras no meio do caminho, que se faz acontecer e a gente tem que se inovar cada vez mais”, observou Santos.

Em preto e branco: Pelas lentes de Fritz, a beleza da Serra da Mantiqueira é notável (Divulgação/Arquivo/Fritz Nagib)

Fotografia envolve sentimento. Ambos os fotógrafos comentam que o principal para quem quer começar é ter amor e, claro, conhecimento técnico.

“A fotografia é feita pelos olhos. Se você não a levar dos olhos para o coração, você não vai ter uma imagem de sentimento. […] Então, quem está começando, pode ter o equipamento que for, se você tiver sentimentos, humanidade, humanização, coração, carinho por aquilo que está fazendo, e claro, técnica, vai ser adorável. Assim você vai ter uma carreira linda”, finalizou o fotógrafo Rogério Santos.

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