Dia de Reis é um bom motivo para conhecer suas tradições

Por Daniela Prado
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Nesta quinta-feira (6), é celebrado, sobretudo no catolicismo, o Dia de Santos Reis, data em que, segundo o Evangelho, os Reis Magos Gaspar, Baltazar e Belchior (ou Melchior) teriam chegado até a estrebaria em que Jesus encontrava-se, para ofertar presentes a Ele. Também é tempo de desmontar a árvore de Natal e ainda uma boa ocasião para conhecer melhor alguns detalhes da tradição.

Um deles é o de que, ao contrário do que se vê nas ilustrações que mostram os três viajando juntos, cada Rei Mago saiu de uma localidade — Baltazar da África, levando mirra (normalmente ofertada a profetas), arbusto do qual se extrai resina para preparação de medicamentos, originário desse continente; Gaspar partiu da Índia e levou como presente o incenso (alusão à divindade de Jesus), cuja finalidade é aromatizar ambientes, além de representar a fé, a espiritualidade; e Belchior, por sua vez, veio da Europa, levando ouro ao Messias, simbolizando a nobreza, metal precioso oferecido apenas aos deuses.

Reis Magos: não viajaram juntos, como é divulgado, mas chegaram à estrebaria onde encontrava-se Jesus no mesmo dia (Reprodução/UnamaFM)

Dentre as tradições que celebram a data, uma das mais conhecidas é a da folia de reis, que se inicia em 24 de dezembro, véspera do Natal, seguindo até o dia 06 de janeiro.

A folia de reis é de origem portuguesa e foi trazida para o Brasil durante a colonização.

Trata-se de um festejo no qual participantes caminham pelas ruas das cidades e passam pelas casas, reverenciando o Presépio e levando as bênçãos do Menino Jesus às pessoas que os recebem. É tradição que as famílias ofereçam comidas aos integrantes do grupo, para que possam levar as bênçãos por todo o trajeto.

Outra tradição ligada à data ocorre na Espanha e, por esta, as crianças deixam sapatos nas janelas, cheios de capim ou ervas, para alimentar os camelos dos Reis Magos que, segundo a lenda, em troca, deixam doces e guloseimas para elas.

Na Itália, a troca de presentes não é realizada no dia 24 de dezembro, mas no dia 6 de janeiro, e a comemoração recebe o nome de Befana, bruxa boa que presenteia às crianças.
Alguns países comemoram a data repartindo o bolo rei, e Nazaré Cordeiro, portuguesa que possui primos em São João da Boa Vista, como a professora de inglês Izabel Carvalho, conta como funciona esta tradição.

“Pelo que eu sei da história do bolo rei, remonta há 2000 anos, pois os romanos já o comiam. Em Portugal foi introduzido no século XIX, por um comerciante do Porto, que passou férias em Paris, onde se tornou amigo de um pasteleiro que lhe ensinou a receita. Chegando à Portugal, começou a comercializar e é um sucesso até hoje. Devo dizer que não sou grande apreciadora, mas tradição… é para cumprir, e todos os anos está na mesa de Natal, assim como o bacalhau e a couve portuguesa”, comentou.

Ao se fazer o bolo rei, deve-se colocar na massa um anel ou outro objeto valioso e uma fava, no meio da massa.

Ao repartir entre as pessoas presentes, quem encontrar o anel terá um Ano Novo repleto de sorte e prosperidade e quem encontrar a fava ficará encarregado de fazer o bolo rei do ano seguinte.

Clique aqui para conferir esta receita que, apesar do nome ‘bolo’, tem consistência e aparência de uma rosca com amêndoas e frutas cristalizadas.

O Dia de Reis é tão importante na Europa que se tornou feriado em todo o continente.

SEGUNDO MATEUS

A respeito destes três personagens do Presépio, o evangelista Mateus narra o fato no Capítulo 2, versículos 1-12 e os trata apenas por ‘Magos’, um termo que possuía vários significados. Designava a origem geográfica de pessoas da Pérsia, o que leva a deduzir que os magos eram daquele país (atual Irã); e designava também pessoas da realeza, daí acreditar-se que eram reis.

‘Mago’, por sua vez, significava o que, atualmente, chama-se de ‘cientista’, pois eles conheciam profundamente a matemática, a medicina e a astronomia – tanto que detectaram o aparecimento de uma nova estrela, fato possível pelo conhecimento científico e dos mapas celestes. Naquele tempo, os viajantes do deserto peregrinavam à noite, guiados pela posição das estrelas e Gaspar, Baltazar e Belchior não só detectaram a nova estrela, como conheciam as profecias messiânicas, que lhes possibilitaram compreender que ela indicava o nascimento do Rei Salvador e se uniram para empreender esta viagem.

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