Por Daniela Prado
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O Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, em Campinas (SP), é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação que, além de agregar valor aos produtos e aumentar a competitividade do setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no Brasil, também participa de vários projetos de cooperação com empresas.
Desta forma, a instituição atende demandas da indústria, as quais tornam-se temas de pesquisas, focadas em prover soluções para o mercado e para sociedade.
O sanjoanense Murillo Rehder Batista é pesquisador de pós-doutorado no CTI Renato Archer e afirma que a robótica pode ser utilizada como auxiliar na área da saúde humana.
“Um exemplo já aplicado é o de robôs que servem de intermediários entre médicos e pacientes para a realização de cirurgias remotas. O intermédio de um robô também permite a correção de pequenos movimentos involuntários do médico durante a cirurgia”, disse.

Apesar dessa aplicação da robótica, que pode ser assistida no vídeo ‘Palestra: Conhecendo o CTI’, disponível no YouTube do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Batista não atua nesta área.
“Um dos principais focos de pesquisa do nosso laboratório (Departamento de Sistemas Ciberfísicos) é na área de interação humano-robô. Trata-se de uma área em que pesquisamos como tornar a convivência de pessoas com robôs a mais adequada possível. Isto envolve fatores como a própria aparência do robô, as formas pelas quais o robô se comunica com as pessoas e, em certos casos, a identificação de estados e características dessas pessoas para melhorar a interação”, justificou.
E destacou que sua atuação específica dentro do CTI Renato Archer é como bolsista de pós-doutorado, trabalhando principalmente com formas de um robô se locomover que sejam socialmente aceitáveis.
“Um robô que aborda uma pessoa para fazer propaganda de um produto na rua, por exemplo, não deve se aproximar da mesma maneira que um robô que tenha como objetivo advertir a pessoa. E também é importante observar que a área de interação humano-robô não envolve apenas pesquisadores na área de exatas com contribuições das áreas de psicologia e de sociologia”, ressaltou.
Falando especificamente da área de interação humano-robô, Batista destaca que é importante que o robô ‘saiba’ como tratar uma pessoa doente.
“Um exemplo disso é de trabalhos que lidam com a identificação de dor em pacientes através da expressão facial dos mesmos. Gosto de dizer que a convivência de pessoas com robôs já é uma realidade e não um sonho distante. Os populares drones, por exemplo, são robôs voadores. Garantir que as pessoas de diferentes culturas e faixas etárias reajam bem aos robôs é, portanto, essencial”, finalizou.



