Professora sanjoanense dá dicas para redação do Enem

Hora da prova: alunos são incentivados a ler constantemente para que tenham repertório (Reprodução/Blog Imagine)

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova que funciona como uma espécie de ‘porta de entrada’ dos jovens brasileiros ao Ensino Superior, se aproxima e está a menos de 90 dias de acontecer.

Há que se considerar que 2020 modificou completamente a rotina de estudos e a modalidade das aulas, com a adoção do on-line, a fim de se preservar do possível contágio ao novo coronavírus e isso engloba também a aplicação do Enem – adiado para janeiro e que, pela primeira vez, poderá ser feito integralmente no modo digital.

Michele Jacob Fernandes Cortez, professora de Redação e coordenadora pedagógica do Colégio Experimental Integrado, deixou algumas dicas para que os alunos, mesmo diante das adaptações ‘impostas’ pela pandemia, consigam se dar bem neste Exame, tão crucial na vida dos jovens.

“Em relação aos prováveis temas do Enem, não há como prever isso de forma concreta e específica, nem essa deve ser a preocupação de alunos e professores, já que um mesmo tema pode oferecer diferentes recortes de abordagem. O que se pode afirmar, com base nos últimos anos, é que a prova de redação trouxe situações-problema da realidade brasileira, pertencentes aos mais variados eixos temáticos, para que fosse possível avaliar a capacidade do aluno de argumentar e propor ações/intervenções nesse sentido”, observou.

E destaca que, em termos de se produzir uma redação para o Enem, a palavra de ordem não é dom para escrever, mas sim utilizar a técnica. “Nos últimos anos, as expectativas da banca corretora tornaram-se públicas e coube ao professor repassar tais expectativas aos alunos, para que estes ‘moldassem’ o texto de acordo com as exigências cobradas”, pontuou.

Para que o aluno não se perca durante a produção do texto, Michele enfatiza que é imprescindível fazer uma leitura bem atenta da proposta e da coletânea, no sentido de identificar com muita precisão o recorte temático e os ‘problemas’ que devem ser mencionados no desenvolvimento do texto. “Depois disso, o rascunho e a versão definitiva do texto devem ser feitos”, acrescentou.

Sobre sentir-se nervoso e inseguro, a professora afirma que é algo normal, porém é preciso controlar esses sentimentos, nos minutos seguintes ao início da prova.
“Geralmente o aluno que produziu textos ao longo do ano, participou de simulados de redação, fez reescritas de redações e acionou o professor para receber orientações pessoais de como aprimorar a escrita consegue driblar esse momento e concentrar-se na tarefa que deve cumprir”, disse.

A orientação que Michele dá aos seus alunos, como ela aponta, não se restringe às vésperas da prova, já que um texto de qualidade é fruto de um trabalho desenvolvido ao longo de toda a formação da pessoa.

“Durante o Ensino Médio, principalmente no 3º EM, os alunos aprendem técnicas de como desenvolver cada uma das partes da redação, são incentivados a ler constantemente para que tenham um repertório que se torne produtivo no momento da prova, fazem pelo menos uma redação por semana, tanto com temas inéditos quanto com temas anteriores, já aplicados no Enem, recebem uma correção detalhada do que produziram, são incentivados a fazer reescritas e recebem atendimento individualizado sempre que necessitam de algum ajuste específico. Ou seja, fica evidente que o sucesso na redação não é fruto de uma ou outra ação isolada, mas sim do conjunto de boas orientações, associado ao empenho e ao envolvimento do aluno em todas as habilidades necessárias à produção de um texto de qualidade”, concluiu.

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