
Seguindo as cores que os meses agora têm, o Novembro Azul vem chamar a atenção para a saúde masculina, mais exatamente para o câncer de próstata.
O médico urologista Gutemberg Adrian de Oliveira lembra que o termo Novembro Azul surgiu em 2003, na Austrália, quando dois amigos, no mês de novembro, em um bar, queriam chamar a atenção sobre saúde masculina e lançaram a disputa que os homens da comunidade deixassem o bigode crescer, para conscientização à saúde.
Oliveira revela que o câncer de próstata, após o de pele, é o que mais acomete os homens e representa cerca de 10% de todos os casos de câncer juntos – cerca de 60 mil novos ao ano, no Brasil.
“Estima-se que, mundialmente, um em cada dez homens será diagnosticado com câncer de próstata durante sua vida. É importante lembrar também que a doença é mais comum a partir dos 60 anos e que 75% dos casos de câncer de próstata aparecem após essa idade”, apontou.
E lembrou que o protocolo da Sociedade Brasileira de Urologia orienta que se realize o rastreamento de neoplasia de próstata (câncer) a partir dos 45 anos em homens que tenham história familiar desta doença, e a partir dos 50 para os que não tenham este histórico.
Quanto à sintomatologia, o especialista afirma que, infelizmente, a doença é silenciosa e só começa a apresentar sintomas reais já em fase avançada, inclusive com metástases ósseas.
“O paciente começa a ter dor óssea refratária, muita limitação de movimentos, dificuldade progressiva de urinar e até retenção urinária, pelo crescimento do tumor, junto à entrada da bexiga”, citou ele.

Mas o urologista alerta que nem todos os nódulos são cancerosos e que a próstata pode ser acometida por outras patologias ‘benignas’. “Existem outras doenças que aumentam o PSA e confundem médico e paciente. As principais são a hiperplasia benigna de próstata – crescimento exagerado da próstata, e que causa sintomas urinários obstrutivos e irritativos, às vezes com presença de nódulos; e as prostatites – infecções bacterianas na próstata. Essas seriam as principais situações que levam ao aumento do PSA e fazem com que, muitas vezes, se faça o diagnóstico diferencial com o câncer”, explicou.
A própria Sociedade Brasileira de Urologia defende que a prevenção ainda é o mais indicado e que esta se faz com exame anual, toque retal e dosagem de PSA.
“Se exames vierem alterados, complementamos com exames específicos e encaminhamos para ultrassom com biopsia de próstata, ressonância magnética pélvica e outros subsídios, para fazer o diagnóstico do câncer. Quando se descobre precocemente, o tumor tem índices de 90 a 95% de cura total”, finalizou o médico, incluindo que na detecção tardia é mais difícil.




