
De todos os deputados federais eleitos que foram bem votados em São João da Boa Vista, Paulo Teixeira (PT) é o único que tem se mostrado presente com frequência na região. Nos últimos dias, ele cancelou toda sua agenda para dedicar uma atenção especial aos incêndios que atingiram Águas da Prata – sua cidade natal –, assim como a Serra da Paulista e Vargem Grande do Sul. Durante sua passagem, ele concedeu uma entrevista ao jornal O MUNICIPIO, onde falou sobre as eleições municipais, o atual panorama econômico do Brasil, assim como os investimentos feitos na região.
Comentando sobre o cenário político, o deputado afirmou que as queimadas e a recuperação da economia devem estar no foco das discussões das eleições deste ano em São João da Boa Vista. “Acho muito importante que neste contexto eleitoral trate este tema das queimadas. Isso não poderá mais ser objeto de tratamento episódico. Tem que ter um tratamento preventivo”, ressaltou. “Esse fogo é um trauma para uma região muito importante da cidade – a Serra da Paulista –, uma área querida, que está tendo um desenvolvimento turístico e também nas áreas de culinária e agricultura”, destacou o parlamentar.
Já em relação a situação econômica da cidade, ele frisa que a população deve ficar atenta às propostas sobre como São João poderá se recuperar após a pandemia. “Como levantar a cidade pós-pandemia em relação aos desempregados, à alimentação e ao fortalecimento do comércio”, exemplificou, entre os temas a serem debatidos durante as campanhas para este pleito.
ALTA DOS PREÇOS
Um dos assuntos mais comentados no cenário político tem sido a alta dos alimentos e o impacto disso na economia. De acordo com Teixeira, o governo federal não providenciou o estoque regulador – que é responsável por minimizar as incertezas e os riscos relacionados à demanda – e isso está refletindo diretamente no bolso do consumidor. “Está tendo uma explosão de preços”, alertou. “A resposta do governo tem sido equivocada, alegando que o povo está comendo mais e está comendo bem. Mas não é essa a resposta. A resposta correta é que pela alta do dólar, muitos desses alimentos estão indo para a exportação e faltou o governo colocar recursos na agricultura familiar”, esclareceu o parlamentar.
CENÁRIO PREOCUPANTE
Em meio a esta situação, Teixeira destacou que o governo federal vetou um projeto de financiamento da agricultura familiar que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados. “Não fizeram estoque regulador, deixaram de financiar a agricultura familiar e temos uma agricultura que vai para a exportação, tendo em vista o ganho que terá com o valor do dólar”, observou. “E outra coisa é que encarece a importação de arroz e outros produtos que acabam comprando fora, tendo em vista a valorização do dólar”, completou o parlamentar.
Ele ainda relata que todo este cenário acaba deteriorando a renda do trabalhador, além de aumentar o desemprego. “É um quadro extremamente complexo e preocupante”, disse.
‘GUERRA’
Para Teixeira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está cometendo um erro ao reduzir o valor do auxílio emergencial neste momento de crise. “A última coisa que o governo deveria permitir seria baixar o auxílio emergencial. O auxílio emergencial hoje é o que está permitindo as pessoas comerem!”, frisou.
Segundo ele, o governo federal deveria manter o valor de R$ 600 para o benefício, assim como criar um pacote para a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, produzir o estoque regulador, para ir diminuindo o preço dos alimentos. “Nós vamos fazer uma grande guerra para não permitir que a prorrogação até dezembro diminua o valor. Quem segurou a onda no mundo do trabalho de 64 milhões de brasileiros foi o auxílio emergencial”, declarou o deputado.
ALTERNATIVA
Ao propor uma alternativa para esta situação econômica complexa, Teixeira relata que existe um recurso no Banco Central que é resultado da valorização cambial das reservas. Diante disso, o parlamentar explica que essa valorização cambial poderia ser transferida para o Orçamento da União fazer face ao auxílio emergencial e aos apoios que devem ser dados, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), por exemplo.
Contudo, enquanto o governo federal não apresenta uma solução, a expectativa do deputado não é nada boa para os próximos meses. “Eu não creio que nesse contexto de alta do desemprego, deterioração da renda dos trabalhadores e inflação dos alimentos, ele [Bolsonaro] consiga segurar essa onda. Vai ser uma onda pesada nos meses de outubro, novembro e dezembro”.
Deputado destinou mais de R$ 5 milhões para São João

Ao longo desses anos, Paulo Teixeira tem destinado diversos recursos para São João da Boa Vista, o que tem colaborado com importantes obras e serviços destinados a população. Estima-se que mais de R$ 5 milhões tenham sido canalizados para o município por meio de emendas parlamentares. De acordo com ele, o objetivo é atender áreas que são prioridades no município. “Em primeiro lugar na Saúde. Todo ano coloco R$ 200 mil a R$ 300 mil para destinar aos equipamentos de saúde”, contou o deputado.
Dentre os recursos destinados à cidade, o parlamentar já colaborou com emendas parlamentares nos valores de R$ 1,2 milhão para a estruturação de unidades de saúde e R$ 400 mil para a estruturação de unidades especializadas de saúde.
Outra prioridade são as obras de infraestrutura. Conforme apurado, ele destinou R$ 400 mil para a implantação de ciclovia entre São João e Águas da Prata. Além disso, também canalizou R$ 400 mil para o recapeamento de ruas da Vila Valentim, R$ 250 mil para a pavimentação e obras de drenagem de águas pluviais no Jardim Europa e mais R$ 250 mil para outras obras de infraestrutura urbana.
EDUCAÇÃO
Teixeira também tem investido na área da Educação. Dentre as principais ações está a canalização de R$ 1,15 milhão para a ampliação do campus e da biblioteca do IFSP (Instituto Federal de São Paulo). O UniFAE (Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino) também foi beneficiado pelo deputado, por meio de uma emenda de R$ 545 mil. O valor foi destinado aos laboratórios do Centro de Tecnologia, Engenharia e Pesquisa (Cetep) da instituição. Já para este ano, ele elaborou uma emenda de R$ 250 mil para a Estação das Artes (na antiga Fepasa) – a qual aguarda-se a aprovação do governo federal.




