
Uma minuciosa investigação da Polícia Civil de São João da Boa Vista desarticulou um esquema de vendas de anabolizantes que vinha ocorrendo em uma residência na região do DER. A ação ocorreu na manhã de sexta-feira (21) na região do DER e resultou na apreensão de 22 caixas dos medicamentos e dinheiro. Um rapaz de 27 anos foi preso na ocasião.
Coordenada pelo delegado Luciano Pires Galetti, a investigação teve início após denúncias de que uma casa estaria sendo utilizada como ponto para a comercialização de drogas no bairro. Diante dessas informações, os policiais civis iniciaram diligências nas proximidades do imóvel e observaram uma movimentação suspeita pelo local. “Foi constatado um fluxo de pessoas entrando e saindo da residência, o que nos chamou atenção”, comentou o delegado.
DURATESTON
Após reunir as provas necessárias, a Polícia Civil obteve junto à Justiça um mandado de busca e apreensão. Na sexta-feira (21), às 7h, a equipe foi até o local e iniciou a vistoria pela casa. Logo no corredor de entrada, os investigadores se depararam com um armário de aço, onde havia uma caixa de papelão, contendo 22 caixas do medicamento Durateston, um esteroide anabolizante cuja venda é controlada.
Além disso, a equipe policial encontrou a quantia de R$ 2.804 em posse do suspeito. Questionado sobre os anabolizantes, ele alegou que eram para próprio uso e os havia adquirido por meio das redes sociais. Com isso, a Polícia Civil solicitou a presença da Vigilância Sanitária para analisá-los. “Essa medicação tem normas para a aquisição e só pode ser adquirida mediante receita médica. Esta aquisição se deu de forma irregular e a procedência é desconhecida”, explicou Luciano.

PRISÃO E MULTA
Em entrevista ao jornal O MUNICIPIO, o delegado relatou que a quantidade de anabolizantes encontrada, bem como o dinheiro apreendido e a frequência de pessoas observada na residência, são indícios de que o Durateston era comercializado no local. Devido a isso, o rapaz foi preso e, após serem tomadas as medidas de praxe, encaminhado para a Cadeia Pública, onde permanece à disposição da Justiça.
Conforme apurado, o indivíduo pode responder pelo artigo 273 do Código Penal, o qual prevê penalidades para quem vende produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente. Neste caso, a pena prevista é de 10 a 15 anos de prisão e multa.




