
Um dos gêneros musicais mais brasileiros e contagiantes, o samba, principalmente o de raiz – aquele que teve suas origens com Noel Rosa, Jamelão, Nelson Cavaquinho, entre outros-, é algo que merece ser sempre divulgado, sobretudo para que as novas gerações o conheçam.
Com o objetivo de levar o samba de raiz, enquanto patrimônio cultural, a todos, a advogada sanjoanense Maria de Lourdes Oliveira Juvêncio, também conhecida por Dy Lourdes, criou o Projeto Samba do Povo de São João da Boa Vista, em parceria com Ilciley Pereira, um músico de São Paulo.
“Foi criado [o Projeto] em 2019, no mês de outubro, mas o estávamos organizando desde o início de 2018. O sonho desse projeto é bem antigo e tem inspiração nas grandes rodas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, onde o samba é feito numa roda, com o povo cantando junto e batendo na palma da mão”, contou Dy Lourdes, que é presidente do projeto.
E ela destaca que o principal intuito é resgatar esse gênero, com a realização de eventos gratuitos, para preservação, divulgação e fomento da cultura negra.
“Além disso, pretendemos incentivar novos músicos, novos compositores, cantores e até produtores culturais, através de histórias de vida de sucesso e perseverança no mundo do samba. Todo evento tem um convidado deste meio”, revelou a presidente, lembrando que, antes da pandemia, esses aconteciam à praça Joaquim José, das 17h às 22h, mesclando black music e apresentação de dança de rua (street dance) nos intervalos.
Dy Lourdes recorda que a primeira apresentação do Projeto ao público foi em 20 de outubro de 2019, mas vieram outros, como o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e inclusive em São Paulo, no Projeto Saci, dia 15 de dezembro do ano passado.
“Agora, infelizmente, não estamos nos apresentando e ainda não conseguimos fazer uma live, por conta do custo; e como tem mais de cinco músicos, fica mais difícil, por causa da aglomeração”, disse.
Um detalhe importante é que o Projeto Samba do Povo está aberto a novos participantes e quem tiver interesse pode enviar um e-mail para [email protected].
“Os músicos-base, que são os que ‘seguram’ a roda, são Ilciley (banjo); Levy Marcelino (reco-reco); Luizão (surdo); Wescley (tan tan); Tomé (pandeiro) e Marreta (voz). Mas novos participantes são sempre bem vindos, basta trazer seu instrumento e, se precisar de aulas, avisar, que entramos em contato com a Prefeitura – parceira nossa no Projeto-, para ver a possibilidade de ingresso em aulas de música”, convidou Dy Lourdes.
Não há nenhuma taxa para participar e os eventos, quando ocorrem, são custeados por patrocínio. “A ideia é que a gente tenha vários músicos participantes, para que haja um revezamento, já que são 5 horas de samba”, finalizou a presidente do ‘Samba do Povo’.



