
Apesar dos poucos registros, os furtos e roubos ocorridos na zona rural tem causado a preocupação de moradores e proprietários de São João da Boa Vista. Diante disso, a prevenção é fundamental para evitar a ação de criminosos, conforme explica o delegado seccional Paulo Cezar Junqueira Hadich.
Conforme balanço da Polícia Civil, desde o início do ano, apenas sete crimes – cinco furtos e dois roubos – ocorridos na área rural sanjoanense foram registrados junto à delegacia. As ocorrências variam desde furto a materiais elétricos, equipamentos eletrônicos, quantias em dinheiro, roupas a até roubo de veículo, por exemplo. “Considerando o tamanho do município, este não é um índice alarmante, mas redobramos os cuidados para que este número seja cada vez menor”, afirmou o delegado.
O delegado explica que, normalmente, estes crimes ocorrem devido à dificuldade de patrulhamento diante da extensão da zona rural e também ao número muito pequeno de pessoas circulando nesta área. “Isso facilita muitas vezes a ação de marginais”, disse.
VIGILÂNCIA SOLIDÁRIA
De acordo com Hadich, existem algumas ações que os moradores e proprietários de imóveis devem adotar para evitar e coibir a ação dos criminosos em suas propriedades. “A primeira medida parte dos próprios moradores da zona rural: ter atenção e tomar cuidado quando for se ausentar de suas casas”, comentou.
O delegado recorda que no passado havia um projeto chamado Urco (União Rural Comunitária) e que tinha dado bons resultados. “As pessoas, quando percebiam a presença de estranhos, acionavam a Polícia Militar para que fizesse a abordagem”, contou. “Essa vigilância, que a gente chama de vigilância solidária, é muito importante e, talvez, a melhor medida preventiva na zona rural. Ao ver alguém circulando, que não é conhecido naquele pedaço e que esteja fazendo observação de algum local específico, deve-se acionar sempre a PM para que seja feita a abordagem e para que identifique o que esta pessoa está fazendo lá”, orientou.
RECOMENDAÇÕES
Uma recomendação feita pelo delegado é ter um sistema de segurança na propriedade, como cercas e portões, por exemplo. Neste caso, ele também recomenda animais que costumam rechaçar possíveis criminosos – não só animais agressivos, mas que façam barulho, alertando assim aos moradores locais para a presença de estranhos.
Além desses cuidados, ele orienta deixar o mínimo possível de objetos de valores que possam despertar o interesse dos bandidos nas propriedades rurais.
VIZINHANÇA
Em meio a estas ações, Hadich destaca que a parceria de um vizinho com o outro faz muito a diferença para ajudar na segurança das propriedades rurais. “No passado tínhamos este costume de, ao sair de casa, pedir para que o vizinho olhasse a propriedade. Hoje em dia as pessoas estão um pouco mais distantes. É muito importante que tenham essa aproximação na zona rural”, explicou.
Finalizando, ele frisa a necessidade de sempre acionar a Polícia Militar ao se deparar com qualquer indivíduo em atitudes suspeitas. “É sempre importante que as pessoas acionem a polícia. Se tem alguma suspeita, acionem a polícia para que a gente possa checar. É muito melhor e muito mais fácil nós prevenirmos a ação do criminoso do que corremos atrás, depois dela executada”, concluiu o delegado.
Ocorrências no Pico do Gavião
Recentemente, um leitor entrou em contato com o jornal O MUNICIPIO para comentar a respeito dos crimes que estariam ocorrendo nas propriedades rurais próximas ao Pico do Gavião, em Andradas (MG). Segundo ele, cerca de 10 crimes teriam ocorrido nesta região, indo desde roubo em residências, furtos de gado, entre outros.
“Localizado no triângulo entre Andradas, São João da Boa Vista e Águas da Prata, o Pico do Gavião é reconhecido internacionalmente como um dos principais pontos para a prática do voo livre. Anualmente, competições reúnem praticantes do mundo todo no pico. Além da prática esportiva, a beleza inigualável do local atrai inúmeros visitantes todo ano. Também ali são realizados os já famosos festivais de blues. Deixar o pico se transformar em uma região instável e de violência trará prejuízos não só para a imagem das três cidades, como também para as inúmeras atividades econômicas ligadas ao turismo a região”, alertou.




