Respirador pulmonar passa por teste preliminar em robô

Ventilador: primeira avaliação foi realizada nesta terça (2), em laboratório do Centro Universitário (Divulgação/Ascom UniFAE)

A capacidade de oxigenação de um dos respiradores (ventiladores) hospitalares que estão sendo desenvolvidos para o atendimento de pacientes que apresentam dificuldades respiratórias graves, entre elas a Covid-19, foi testada no Laboratório de Simulação Avançada do UniFAE, em São João da Boa Vista, na tarde desta terça-feira (2).

O procedimento foi realizado com a utilização de um robô (Sim Man), que simula o comportamento do homem em fase adulta, mediante diversos problemas de saúde.

Os respiradores pulmonares ainda passarão por testes em animais, como parte das etapas de análise, até a liberação para uso humano. Após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a previsão inicial de produção é de 50 unidades/dia, sendo que os primeiros aparelhos serão destinados à Santa Casa Dona Carolina Malheiros.

Os equipamentos são desenvolvidos em uma parceria entre o Centro Universitário, as empresas Biagio Turbos, Service Medical e Inbras (Indústria Brasileira de Equipamentos para Saúde).

(Divulgação/Ascom UniFAE)

O teste do mecanismo do respirador – produção inédita – foi acompanhado pelo proprietário da Service Medical, João Francisco Botura Montanhani; pelo gerente geral da Biagio Turbos, Miguel Dell´Agli; pelo proprietário da Inbras, Valter dos Santos; e pelo reitor do UniFAE, Francisco Arten.

“Estamos muito felizes em participar de um projeto de tal importância e magnitude. Torcemos para que o respirador passe por todas as fases de avaliação, o mais rápido possível, para que possa ajudar a amenizar a dor das pessoas”, afirmou Arten.

Também estiveram presentes a pró-reitora de Extensão do Centro Universitário, professora Anita Bellotto Leme Nagib; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação do UniFAE, professora Betânia Alves Veiga Dell´Agli; além das professoras Daniela Cristina Alexandre Simon Ciaco e Rebeca Ferreira, que participou ativamente no design do respirador.

“Estamos trabalhando neste projeto há algumas semanas, com o objetivo de ajudar, pois sabemos da carência deste tipo de equipamento no mundo todo. É por isso que tivemos a preocupação de fazer um planejamento utilizando os parâmetros corretos, de modo a resultar na melhor forma ventilatória para os pacientes”, explicou Rebeca.

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