Alunos de Medicina reivindicam antecipação da colação de grau

Medicina: alunos querem somar forças na luta contra a pandemia (Divulgação/UniFAE)

A exemplo do que ocorre em outras faculdades no País, os alunos do 12º semestre de Medicina do UniFAE reivindicam à reitoria e a coordenação do curso a antecipação da colação de grau. O intuito desta solicitação é para que eles possam somar forças no combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em São João da Boa Vista.

O caso veio à tona no domingo (19), após a exibição de uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, onde o estudante do curso de Medicina do Centro Universitário, Samir Braid, está entre os entrevistados. Na matéria, ele relata a frustração dos estudantes do UniFAE em relação a situação.

“Seria o nosso momento de poder ajudar a população de alguma forma e ainda não temos nenhum posicionamento [da reitoria e coordenação do curso]. Isso traz um pouco de angústia para toda a sala, não só à nossa universidade, mas a todas do país que ainda não foram liberadas”, relatou.

 

REIVINDICAÇÃO

Os alunos de Medicina destacam que já possuem o mínimo de horas necessárias cumpridas, de acordo com o projeto pedagógico aprovado pelo Conselho Estadual de Ensino em 2014 – quando houve a abertura do curso. Além disso, eles explicam que possuem 75% da carga de internato estabelecida pela Medida Provisória nº.: 934, do Ministério da Educação (MEC), a qual foi lançada em decorrência da pandemia e estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da Educação Básica e do Ensino Superior decorrentes das medidas para enfrentamento da situação de emergência de saúde pública.

Os universitários ainda cobram da reitoria e da coordenação de Medicina a apresentação de projetos e planejamentos para o retorno das atividades de estágio daqueles que estavam a menos de três meses de findar o curso.

“Os discentes estão aptos e dispostos a ajudar a população sanjoanense a passar pela pandemia, oferecendo assistência nos diversos estabelecimentos de saúde, conforme era feito anteriormente ao estado de emergência. Pouco se altera em nossos conhecimentos, visto que já estávamos para formar, possuímos treinamento para utilizar Equipamento de Proteção Individual (EPI) desde os primórdios do curso e recebemos constantes protocolos e diretrizes sobre como manejar o Covid-19, de professores que atuam em diversos hospitais de São Paulo e Minas Gerais”, relataram os alunos, em contato com o jornal O MUNICIPIO.

 

NOTIFICAÇÃO

Diante da situação, os universitários uniram-se e contrataram um escritório de advocacia de Pouso Alegre (MG) para cuidar do caso. Na segunda-feira (20), uma notificação extrajudicial foi encaminhada ao UniFAE, sendo entregue ao reitor Francisco Arten. O documento pede esclarecimentos e soluções frente a este impasse.

De acordo com a estudante Caroline Sayuri Moriya, que representa os demais discentes, a expectativa é que o Centro Universitário já tenha uma posição definida sobre o assunto nesta quarta-feira (22).

Em contato com o jornal, o reitor explicou que as universidades, faculdades e centro universitários que têm autorização para antecipar as formaturas respondem diretamente ao MEC, enquanto que o UniFAE responde ao Conselho Estadual de Educação, o qual ainda não deliberou nada sobre este assunto. Com isso, a instituição ainda não está autorizada a antecipar a formatura.

Além disso, Arten afirma que as entidades de classe são todas contrárias à antecipação. “Temos que, por lei, aguardar uma manifestação do Conselho Estadual de Educação. Nossa decisão não está ligada ao MEC”, finalizou.

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