Ultimamente os grandes meios de comunicação têm destacado as transformações que estão acontecendo no mercado de trabalho devido ao avanço da chamada “Indústria 4.0”.
Esta nova configuração da dinâmica econômica integra todos os processos pela inteligência artificial e põe robôs e aparelhos automáticos para realizar as mais variadas tarefas, substituindo muita mão de obra e fortalecendo cada vez mais o papel do empreendedorismo na geração de renda. Mas, se na atual conjuntura usa-se cada vez mais tecnologia, como então recorrer ao empreendedorismo se para abrir um negócio o custo é cada vez maior?
O estímulo a novos negócios não leva apenas à geração de renda, mas também à produtos e serviços melhores, promovendo inovação e dinamizando não só o mercado mas a sociedade como um todo.
Enquanto corrente de pensamento que ensina a criar e gerir a livre iniciativa, o empreendedorismo atual exige muito mais do que capacidade de organização e planejamento por parte de quem se arrisca: torna-se fundamental a atualização e qualificação profissional na área escolhida, tanto para se escolher com precisão a tecnologia em que se precisa investir quanto para se ter habilidade para inovar no uso da tecnologia escolhida. Não basta mais saber fazer bem algo e aprender a gerenciar isso.
A assimilação das inovações do ramo em que se trabalha aguça a criatividade tanto para a solução de problemas e criação de alternativas. A informatização e robotização, quando somadas à pessoas que saibam operar bem estas tecnologias, potencializam tanto a capacidade do empreendedor de impulsionar o seu negócio quanto a capacidade do funcionário em aprimorar seu trabalho através da tecnologia, ao invés de ser substituído por ela. Em ambos os casos a única forma de se adequar ao novo contexto econômico é a atualização tecnológica diária: nossa economia depende disso.

Marcos Rehder Batista
Núcleo de Economia Agrícola e Ambiental/Unicamp

