
No início deste mês, 36 universitários de Biomedicina e Ciências Biológicas do UniFEOB foram ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP) de Ubatuba, acompanhados pelas docentes Glaucia Maria Mendes Liberali e Cintia de Lima Rossi.
“Lá nos foram apresentados todos os projetos de pesquisa. Também fizemos coletas de organismos marinhos para estudarmos a morfologia, a fisiologia e seu modo de vida”, explica Cíntia. “Por fim, conhecemos o Projeto Tamar, também em Ubatuba”.
A atividade é um complemento ao ensino em sala de aula. “Após a coleta nos costões, na praia e no mar, pudemos estudar a morfologia externa dos organismos”, conta o estudante de Ciências Biológicas, Igor Mistura. “Foi uma experiência maravilhosa estar lá com meus colegas de classe”.
Para a professora Cíntia, a viagem permitiu associar a prática de campo à teoria. “Ações como essa engajam os estudantes. Foram momentos únicos que contribuíram com as unidades de estudo de Zoologia, Biologia Aquática, Ecologia de Ambientes Marinhos e Educação Ambiental”.
VISITAS TÉCNICAS
Mais do que aulas práticas e teóricas, os estudantes do UniFEOB têm a oportunidade de aprender por meio de visitas técnicas a locais relevantes para cada área de conhecimento. O curso de Ciências Biológicas recentemente fez viagens ao Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas e à vinícola Casa Geraldo, onde estudaram a fermentação da uva na produção de vinho.
“Conhecemos mais áreas de atuação e temos contato com diferentes profissionais e projetos”, diz Igor. “É bom para nossa formação, conhecimento acadêmico e até para unir as turmas”.
IOUSP
O Instituto Oceanográfico é uma instituição pública dedicada ao estudo das Ciências do Mar. Ministra e realiza pesquisas e promove atividades culturais em benefício da sociedade. O objetivo é ser referência na transmissão do conhecimento sobre os oceanos e contribuir para respostas aos problemas de ordem local e global, relacionados ao clima e exploração sustentada dos ecossistemas marinhos.
PROJETO TAMAR
O Tamar trabalha na pesquisa, proteção e manejo de cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção. O trabalho socioambiental desenvolvido com as comunidades costeiras serve de modelo para outros países.
Através de convênios e protocolos de cooperação técnico-científica com universidades brasileiras e estrangeiras, realiza programas de estudos para conhecer melhor o ciclo de vida das tartarugas e priorizar ações que sejam capazes de otimizar esforços para alcançar os resultados de recuperação das populações.




