
BRUNO MANSON
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A Prefeitura Municipal de Aguaí enviou semana passada para a Câmara Municipal o projeto de lei que visa a execução da segunda fase do Hospital Dia (HD). A obra está orçada em R$ 2.278.672,09, sendo que a quantia de R$ 600 mil será proveniente de uma emenda estadual, enquanto que o restante será contrapartida do município.
De acordo com a Administração local, esta etapa compreende a execução completa da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e do MME (Centro de Material Esterilizado), com todas as adequações arquitetônicas, estruturais, instalações hidráulicas e elétricas, além de proteção e combate a incêndio.
Segundo a Prefeitura, a primeira fase do Hospital Dia está em etapa de finalização. Orçada em mais de R$ 1 milhão, a obra consiste na reforma de um bloco de apartamentos, bem como na área de observação que dará apoio aos serviços de urgência e emergência.
A Administração ainda destaca que, com a aprovação do projeto, a expectativa é que o processo licitatório – na modalidade concorrência pública – seja publicado no prazo de 30 dias e que as obras da segunda fase tenham início logo em seguida.
DEBATE ACALORADO
O projeto de lei foi enviado na última semana ao Poder Legislativo, sendo debatido pelos vereadores durante a sessão ordinária realizada na segunda-feira (24). Na ocasião, Sérgio Martucci destacou que é importante esclarecer que sete edis se manifestaram contra a urgência como a proposta foi encaminhada ao Poder Legislativo e que não são contra a criação do Hospital Dia. “Este projeto vai tramitar, vai para as comissões”, disse.
Além disso, ele frisou a necessidade de se convocar os responsáveis pelos setores de contabilidade e engenharia da Prefeitura para prestarem informações sobre a obra.
Durante a sessão, os vereadores Luis Antônio Milanez e Odair Costa da Silva também reforçaram o pedido de convocação. Já Luiz Gonzaga dos Santos se manifestou e afirmou que este é um projeto de extrema importância para a comunidade.
“É nosso papel fiscalizar. Aqui nós temos que votar a mudança de pasta e depois fiscalizar se está tendo alguma coisa errada. Aconteceu todo esse debate aqui anteriormente e não precisava. Votação de urgência não tem discussão de projeto”, declarou.
Edinho Marti também pediu agilidade na votação da propositura. “Todo o prazo que se demora para se tramitar esse projeto aqui é o prazo que demora para a entrega das obras”, destacou.
Finalizando, Luiz Marreiro expôs sua opinião e criticou a forma como se tem anunciado a obra à população. “Não era o que eu ouvia em cima de palanque. O que eu ouvia é que era um hospital funcionando em um ano e meio. Hospital!”, disse. “Não existia ninguém falando em reformar a obra que o Tião Biazo iniciou. Era hospital. E hospital para mim era esse que fechou”, recordou. “Se não é um hospital, porque é que está falando para a população que vai ser um hospital? Essa é a minha bronca”, questionou o edil.
Conforme apurado pelo jornal O MUNICIPIO, durante a sessão ordinária desta segunda-feira (1) serão lidos os pareceres das comissões que analisam o projeto. Caso não haja nenhum imprevisto, a propositura poderá entrar em votação até o dia 15 de julho, antes do recesso do Poder Legislativo.
O QUE É O HOSPITAL DIA
O Ministério da Saúde classifica o Hospital Dia como o regime à assistência intermediária entre a internação e o atendimento ambulatorial, para realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, que requeiram a permanência do paciente na unidade por um período máximo de 12 horas. Trata-se de uma modalidade de atendimento inicialmente pensada para redução de custos das pequenas cirurgias com internamento e simultâneo benefício na redução de riscos de infecções hospitalares para o paciente.
Os Hospitais Dia também se destinam ao atendimento de pacientes psiquiátricos que estão sendo reintegrados ao convívio social. O atendimento é intensivo, ou seja, o paciente frequenta a unidade diariamente durante o período diurno, passando o restante do dia com a família e a comunidade onde reside.




