
Três pessoas – dois homens e uma mulher – foram presas suspeitas de envolvimento em um incêndio criminoso no Clube Aquática Parque & Náutica, em Caconde (SP), na noite desta quarta-feira (1º). Dois dos presos são ex-funcionários do estabelecimento. As labaredas foram controladas após o Corpo de Bombeiros ser acionado.
As chamas destruíram parte do salão de festas do clube, cinco lanchas, dois tratores, uma caminhonete e computadores que estavam no escritório do clube. Uma das lanchas foi comprada há cerca de 40 dias por um dos sócios e custou cerca de R$ 100 mil. O prejuízo total ainda não foi contabilizado.

POSSÍVEL ROUBO
Por volta das 22h, a Polícia Militar de Caconde foi chamada ao local após receber uma informação sobre um suposto assalto. Quando os policiais militares chegaram, encontraram o clube tomado pelo fogo e a gerente do estabelecimento escondida dentro de um banheiro.
Segundo a PM, a mulher teria dito que estava com medo e se escondeu porque teria visto pessoas encapuzadas invadindo o clube e acreditou tratar-se de um roubo.
Ela teria contado, ainda, que ouviu um dos suspeitos dizer o nome de um ex-funcionário do clube, que foi demitido há aproximadamente dois meses.
ENVOLVIDOS
Depois de colher os relatos, a equipe da PM se dirigiu à residência do tal ex-funcionário, que tentou se livrar das roupas que vestia na hora do crime, pois exalavam odor de gasolina.
O homem foi detido e, de acordo com a PM, teria confessado que praticou o crime com ajuda de outro ex-funcionário e da companheira dele.
O trio detido foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Caconde. Conforme a polícia, os ex-funcionários relataram em depoimento que não receberam os direitos trabalhistas.
Após serem ouvidos, os três foram indiciados e encaminhados à Cadeia Pública de Casa Branca (SP), onde permaneceram à disposição da Justiça e aguardam pela audiência de custódia nesta quinta-feira (2).
À EPTV, afiliada da TV Globo, o proprietário do local negou a informação de que não teria pago as rescisões e reafirmou que os pagamentos foram feitos. A defesa dos suspeitos não foi localizada para comentar o assunto.
Da Redação. (Fonte: G1)



