Quando vai se aproximando o Ano Novo, já é costumeiro encontrar, entre os projetos pessoais a perseguir, o de emagrecer.
Após os excessos das ceias de Natal e Réveillon, essa decisão se torna ainda mais pungente, mas para emagrecer efetivamente é preciso observar alguns detalhes, como orienta Karina Finelli Vanço, nutricionista que atende em São João, na Clínica IDO.
Karina observa que o termo dieta, em primeiro lugar, vem do grego ‘diaita’ e significa ‘modo de vida’, não tendo nada a ver com regime, restrição, cortar calorias… logo, não se pode olhar para ela como um regime restritivo e, principalmente, lembrar-se que o que vale para uma pessoa pode não funcionar para outra.
“A maioria das pessoas que entra num consultório de nutrição tem como objetivo emagrecer e isso pode ser importante, mas no geral é só pensamento em estética. As pessoas se esqueceram do objetivo principal dos alimentos ou da dieta (hábito alimentar), que deveria ser NUTRIR o corpo e garantir SAÚDE”, destacou, enfatizando que dieta deve garantir saúde, suprir as necessidades físicas, sociais e emocionais.
Com tantas opções de dieta disponíveis até na internet, a nutricionista lembra que fazer uma boa escolha é extremamente importante para se obter bons resultados. “De nada adianta seguir a dieta da moda ou a que sua amiga está seguindo sem analisar como ela funciona”, disse.

Karina considera que todas essas perguntas dizem muito sobre o quanto uma dieta está garantindo o aspecto emocional da saúde de quem a segue, além de ser muito importante que o interessado em emagrecer consiga se alimentar tranquilo e ficar satisfeito emocionalmente. “Não pense que emagrecer te fará feliz, pense que se alimentar de uma maneira mais feliz te trará uma saúde melhor. O emagrecimento pode ser uma consequência, mas o principal é ter um hábito mais saudável emocionalmente”, acentuou.
E pontua uma segunda observação – se os hábitos alimentares estão compatíveis com o meio sociocultural; por exemplo, a cultura brasileira que inclui cheeseburger, aquela cervejinha no happy hour e que a pessoa, para correr atrás do prejuízo, resolve fazer detox e tomar shakes.
“É fácil ver como a cultura brasileira está sumida da dieta dos brasileiros. A parte social da dieta se perdeu faz tempo. Há algumas décadas o hábito era ter um belo prato de arroz, feijão, hortaliças e carne no almoço e no jantar, nos lanches e café da manhã era de praxe encontrar laticínios, cereais integrais e frutas”, recordou.
E acrescenta que uma boa forma de garantir a parte social da saúde alimentar é resgatar a cultura do meio em que se vive e que o Brasil é rico em opções alimentares saudáveis.
“O terceiro aspecto da saúde que deve ser nutrido por sua dieta é o físico. Muitas vezes pensamos no aspecto físico da alimentação como aquilo que aparece no espelho, mas não é bem assim – há toda a sua biologia, metabolismo, individualidade, genética, então é importante saber o que seu corpo realmente ‘fala’ para você. E, observando esse aspecto, pergunte-se: estou me sentindo bem com os alimentos que compõem minha dieta? Sinto-me disposto? Tenho força para realizar todas as atividades que minha rotina exige? Estou ficando doente?”, apontou.
A nutricionista finaliza que nesse olhar para si mesmo é que mais se observam os excessos ou escassez existentes na alimentação e alerta que a eficácia de uma dieta depende de vários fatores e características pessoais, além das metas propostas precisarem ser realistas.
Para entrar em contato com Karina, acesse o Instagram em @karinavanco
Por Daniela Prado.


