Na edição impressa desta quarta-feira (5), O MUNICIPIO traz, à página 2 do segundo caderno, matéria sobre leucemia, com destaque para o surgimento, causas e principais sintomas.
Quanto ao tratamento da leucemia, Mara Villas Boas de Carvalho, docente no UniFEOB, considera que é importante considerar o momento de vida do paciente em que ele recebe o diagnóstico de câncer, pois o significado dessa doença é pessoal e particular, e depende de vários fatores, como preconceitos culturais, experiências vividas e informações recebidas pelos meios de comunicação.
“Vale ressaltar que o tratamento do câncer é prolongado e traz mudanças significativas na vida de quem tem a doença, podendo acarretar quadros psicológicos como a agressividade, ansiedade, transtorno de ansiedade, distúrbios alimentares e fobias, entre outros”, apontou.
Ela também ressalta o transplante de medula óssea comoum tipo de terapia adicional para alguns tipos de doenças hematológicas, neoplasias e até mesmo anormalidades genéticas. “Esse tipo de tratamento tem como propósito recuperar a função da medula. O procedimento é denominado transplante de medula óssea ou transplante de células-tronco. As decisões a serem tomadas quanto à indicação do transplante e o momento de realizá-lo são complexas, pois ele é considerado um processo agressivo, que pode levar a diversas complicações, deixar várias lesões ou mesmo ter consequências fatais”, alertou.

Mara reforça que a leucemia, se diagnosticada na fase inicial, tem grandes chances de cura, pois, quanto mais cedo a detecção, melhor é a resposta ao tratamento.
“O tratamento nessa fase varia conforme o tipo de leucemia. Nas mieloides, é mantido por menos de 1 ano; nas linfoides, pode continuar por mais de 2 anos e nesse período, divide-se em 3 fases: a primeira de consolidação, na qual é realizado um tratamento intenso com medicamentos não usados anteriormente; a segunda de reindução, em que os medicamentos usados no início do tratamento são reaplicados, a fim de obter a remissão da leucemia; e a terceira e última fase, da manutenção, que é mais branda e se mantem por vários meses”, disse.
A compatibilidade genética do futuro doador, a idade do paciente e o grau de resposta ao tratamento medicamentoso nos primeiros meses de terapia devem ser analisados cuidadosamente.
“O transplante de medula óssea, por sua vez, é classificado em autológico (quando são utilizadas células do próprio paciente – armazenadas, congeladas e reinfundidas); transplante alogênico (com células de um doador compatível); e transplante singênico (em casos de irmãos gêmeos). Qualquer tipo de tratamento é exaustivo, mas em se tratando de transplante de medula óssea, deve-se levar o paciente a interagir, participar e mesmo decidir sobre as ações no seu autocuidado”, concluiu.

Por Daniela Prado.




