MAURICE PROGIN
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A jornalista sanjoanense Marina Borges acompanhou de perto um jogo histórico no dia 6 de outubro. Enquanto a maioria assistia apenas pela televisão, ela e mais 80 mil pessoas tiveram o privilégio de estarem presentes no Monumental de Núñez, estádio do River Plate, em Buenos Aires (ARG), para presenciar o último ato do craque Lionel Messi com a camisa da Seleção Argentina, em um amistoso contra Benim.
A partida contou com momentos de grande emoção, choro no hino nacional, paralisação no minuto dez para aplausos e um show de drones ao final do evento. “Foi uma experiência muito legal. Os argentinos estavam muito empolgados. O estádio é muito grande e estava completamente lotado. Os drones ficaram bem em cima da onde eu estava e vi ele [Messi] discursar por quase dez minutos, algo raro pois ele não é muito de falar. Pra quem é fã dele, foi um dia para ficar na memória. Foi muito emocionante”, relatou.

Albiceleste (Arquivo pessoal)

Messi pela seleção argentina(Arquivo pessoal)
“O melhor momento foi quando a gente entrou no estádio e tirou as fotos, aí caiu a ficha. Eu estava meio incrédula, mas olhar o ambiente e ver que aquilo realmente estava acontecendo, ver que a gente teria a oportunidade de participar da homenagem, foi quando demos conta da situação”, completou.
Marina já havia visto dois jogos da Argentina no estádio: contra o Paraguai na Copa América de 2019, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), e também contra o Brasil em 2023 nas eliminatórias da Copa, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), partida que ficou marcada pelo confronto entre torcedores argentinos e a Polícia Militar.
O JOGO
A Argentina venceu Benim por 3 a 0, mas seria bem mais se não fosse pelos goleiros africanos Marcel Dandjinou e Saturnin Allagbe, que juntos pegaram quatro chutes do Messi, além de outras defesas importantes durante o jogo. Mesmo assim, o craque foi o grande destaque da noite, participando de todos os gols: marcou um de pênalti no ângulo e deu duas assistências (uma para Nicolás Otamendi e outra para Nico Paz). “Eu e minha amiga estávamos com medo dele bater pênalti, a gente é meio traumatizada com isso. Na copa esse ano ele errou dois, mas dessa vez deu certo. Todos vibraram bastante”, contou Marina.
A jornalista relata que não é torcedora fanática da Argentina, e que apenas torcia para os hermanos por idolatrar Messi. “Nunca tive uma identificação tão grande com a seleção brasileira. Minha geração não viu grandes feitos, faz tempo que o Brasil não encanta. Mas eu não torço contra nem nada do tipo, só não tenho aquela paixão que outras pessoas têm […] eu aprendi a torcer pela Argentina por conta do Messi, nada além disso. Agora que ele aposentou, não pretendo continuar torcendo, mas nunca vou sentir o ódio e toda essa rivalidade que os brasileiros sentem”, explicou.
Lionel Messi encerrou sua trajetória de 21 anos pela Albiceleste com 208 partidas, 126 gols e 70 assistências. Os principais títulos conquistados foram duas edições da Copa América, em 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022 e a Copa do Mundo da FIFA Qatar 2022.



