Da cozinha à sala de aula, uma vida dedicada à educação

ANA LAURA MORETTO
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 A trajetória de Márcia Pfister na educação começou antes mesmo de assumir uma sala de aula. Ela trabalhou como merendeira e escriturária, experiências que lhe permitiram conhecer diferentes aspectos do cotidiano escolar. O desejo de contribuir diretamente para a aprendizagem dos estudantes a levou a buscar novos caminhos até realizar o sonho de se tornar professora, profissão que exerce há oito anos.

Na semana do Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro, Márcia destaca a crença no poder transformador da educação. Atualmente, ela leciona História na Escola Doutora Rita Levi Montalcini e defende que ensinar vai além da transmissão de conteúdos.

“O trabalho envolve acolher, incentivar e ajudar cada aluno a reconhecer seu potencial”, afirmou.

Trajetória: Márcia Pfister dá aulas de História para alunos do sexto ano na Escola Estadual Rita Levi Montalcini, no Parque dos Resedás (Fotos: Pedro Souza/O MUNICIPIO)

A experiência em diferentes funções fortaleceu seu vínculo com a escola, mas Márcia queria participar diretamente da aprendizagem dos estudantes. Para isso, iniciou a graduação em Pedagogia, fez pós-graduação em Educação Especial e, mais tarde, cursou História.

“Eu queria estar na sala de aula por inteiro, vivendo de perto a experiência de ensinar e aprender”, contou.

Na prática docente, ela acredita que o vínculo entre educador e aluno favorece a aprendizagem. Por isso, procura construir relações baseadas no respeito, na escuta e na confiança, considerando que cada estudante tem sua própria história e seu ritmo de desenvolvimento.

“Ensinar com afeto não significa abrir mão da responsabilidade de ensinar, mas compreender que o conhecimento ganha ainda mais sentido quando existe uma relação de respeito, empatia e confiança”, disse.

Ela busca criar um ambiente em que os alunos se sintam seguros para participar, expressar ideias, compartilhar dúvidas e reconhecer suas capacidades.

Entre as experiências que mais marcou sua trajetória estão os relatos de alunos que conseguem compreender conteúdos antes considerados difíceis. Márcia conta que se emociona quando um estudante diz que aprendeu algo novo ou superou uma dificuldade a partir das aulas.

“Esses momentos reforçam o sentido da profissão e a confiança que os alunos desenvolvem em si mesmos”, pontuou.

Despertar o interesse dos estudantes está entre os principais desafios da educação atual. Márcia explica que é necessário buscar estratégias que tornem as aulas mais significativas. Também procura respeitar as diferentes necessidades e os ritmos de aprendizagem, investindo na própria formação e mantendo vivo o propósito que a levou à profissão.

“Educar é um exercício diário de persistência, sensibilidade e compromisso”, resumiu.

Márcia fez questão de afirmar que o trabalho é coletivo e agradece a equipe da escola pelo incentivo e pela confiança em seu trabalho, especialmente à diretora Maria Santina e a coordenadora Elaine Missassi. Ela também reconhece a contribuição dos colegas que compartilham os desafios e as conquistas do cotidiano escolar.

Para ela, uma educação transformadora depende da colaboração e do compromisso coletivo. Depois de conhecer a escola por diferentes funções, Márcia encontrou na sala de aula a oportunidade de contribuir diretamente para a formação dos estudantes.

“Cada um, à sua maneira, contribui para que a educação aconteça e para que possamos avançar juntos. Acredito que ninguém constrói uma educação transformadora sozinho. É na união, na troca de experiências, no apoio mútuo e no compromisso coletivo que encontramos forças para fazer a diferença”, concluiu.

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