Ana Laura Moretto
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Nascida em Santo Antônio do Jardim e criada no sítio da família, Marina Fabris cresceu cercada pelas tradições sertanejas. Os rodeios e a música fizeram parte de sua infância e anos depois acabaram se tornando também o caminho profissional. Hoje, com mais de 667 mil seguidores nas redes sociais, ela é apresentadora do Circuito Sertanejo e participa de grandes eventos e transmissões pelo Multishow e pela Globo.
“Eu acho que eu sempre fui da comunicação. A comunicação sempre foi minha, só que eu não percebia”, contou.

e o universo dos rode (Fotos: Arquivo pessoal)
Desde a escola, Marina gostava de participar de eventos, saraus e formaturas. Cantava, dançava, apresentava e procurava estar envolvida com as atividades. A certeza de que poderia transformar aquilo em profissão veio com o primeiro convite para apresentar um evento.
“Desde a primeira oportunidade que eu tive, o primeiro convite que eu tive para apresentar um evento, eu já sabia que o meu caminho era ali. Eu não tive mais dúvida”, recordou.
O primeiro rodeio que apresentou foi em São José do Rio Pardo, em um evento que tinha entre as atrações nomes como Marília Mendonça e Matogrosso & Mathias. A experiência abriu outras portas e os convites começaram a surgir. Antes de trabalhar profissionalmente, Marina já frequentava os grandes rodeios como fã.
“Eu já ia para vários eventos do Circuito Sertanejo, Barretos, Jaguariúna, Ribeirão [Preto], antes de trabalhar. Eu já ia como cliente mesmo, juntava a galera de van”, lembrou.
A entrada no circuito aconteceu gradualmente. Primeiro como convidada de camarote, depois como repórter, até chegar à apresentação dos eventos. Hoje, Marina integra o time de apresentadores do Circuito Sertanejo, programa de variedades da TV Globo em parceria com o Multishow e o Globoplay que transmite os maiores festivais e rodeios de música sertaneja do Brasil.
Entre os momentos mais marcantes da carreira está Barretos. No primeiro ano em que apresentou o rodeio, seus pais apareceram de surpresa para vê-la trabalhar. Eles nunca haviam acompanhado a filha em um evento daquela dimensão.
“Barretos, com certeza, é o meu grande ápice profissional dentro do rodeio. Meus pais chegaram lá de surpresa para me ver. Eu não contive a emoção. Eu chorei entrevistando o Daniel”, contou.
A relação com o universo sertanejo, no entanto, vai além da profissão. Marina cresceu vendo o pai e o avô usarem chapéu diariamente e considera os rodeios parte de sua identidade.
“Pelos rodeios, escrevi a minha história. Eu acho que o rodeio representa muito quem eu sou e foi o que me trouxe até aqui”.
RELAÇÃO COM SÃO JOÃO
Embora tenha crescido em Santo Antônio do Jardim, Marina também construiu uma ligação com São João da Boa Vista. Para quem vive na região, a cidade sempre foi referência para consultas, exames e outras atividades do dia a dia. A relação aumentou durante a faculdade de Administração, concluída em 2017, quando passou quatro anos indo diariamente para São João.
A cidade também faz parte de suas memórias como fã de música sertaneja. Foi em São João que assistiu a shows de artistas que admirava, como Jorge & Mateus e Luan Santana, além de frequentar a Festa do Peão com a família.
Hoje, por trás das imagens dos grandes palcos e dos encontros com artistas, Marina conta que existe uma rotina intensa. Um evento pode representar mais de 12 horas de trabalho, além de preparação de roteiro, cuidados com a voz, alimentação e organização.
“Eu sou muito grata, porque o cansaço representa uma oração que eu fiz um dia. Se eu estou cansada, é porque eu estou vivendo aquilo que eu pedi”, afirmou.
Para resumir esse lado da profissão que nem sempre aparece nas redes sociais, ela usa uma frase simples, “quem vê close não vê corre”.
Mesmo depois de conquistar espaços que pareciam improváveis no início, a apresentadora diz que ainda tem muitos sonhos. Prefere não revelar os próximos passos, mas garante que a história continua.
“Primeiro a gente realiza, depois a gente conta”, finalizou.




