As frequentes tempestades que atingem nosso município e toda a região geram uma preocupação que sempre nos acompanha: as quedas de energia, que podem afetar o funcionamento dos dispositivos eletrônicos que temos em casa, principalmente os mais sensíveis e caros, como geladeiras e televisões.

Os raios têm potencial para induzir fortes correntes elétricas nos circuitos dos aparelhos, podendo causar danos irreparáveis. Outro perigo é a queda de árvores na rede elétrica. Uma falta repentina de energia pode danificar os eletrodomésticos conectados na tomada.
Os danos podem ocorrer tanto no momento da interrupção quanto na restauração da eletricidade. Embora muitos aparelhos, como TVs e micro-ondas, conseguem suportar uma perda brusca de energia, dispositivos que gravam dados continuamente, como computadores e servidores, correm o risco de corrupção de arquivos ou falhas mais graves. O maior perigo está na restauração da eletricidade, que pode gerar picos de tensão capazes de queimar os circuitos internos dos aparelhos.
No entanto, existem algumas medidas que podem ajudar a evitar prejuízos e garantir a segurança dos seus dispositivos.
TIRAR DA TOMADA
Durante uma queda de energia, é comum ocorrerem picos de tensão quando a eletricidade se restabelece, que podem danificar componentes sensíveis de eletrodomésticos e eletrônicos.
A prática mais simples e eficaz para evitar essa situação é tirar os aparelhos da tomada. O ato é especialmente importante para dispositivos como computadores, TVs, geladeiras e máquinas de lavar, que são mais caros e tendem a trazer os maiores prejuízos.
DPS
Outra solução são os Dispositivos de Proteção de Surtos (DPS). A opção mais atrativa e popular, considerando a relação custo-benefício, é o filtro de linha. As principais versões protegem de quatro a oito aparelhos simultaneamente contra queima por raios ou outros surtos elétricos. Popularmente, o produto é conhecido como “extensão” ou “régua”, mas vale ficar atento se ele conta com sistema contra sobrecargas.
O estabilizador é mais um DPS que consegue proteger os eletrônicos em tempestades, mas ele funciona de forma diferente do filtro de linha. Enquanto o primeiro usa um fusível para “segurar” o surto, o segundo dispositivo trabalha constantemente para estabilizar o volume de energia antes de acontecer uma oscilação elétrica brusca devido aos raios.
Por fim, a opção mais cara e sofisticada é o nobreak. Além de proteger contra surtos, o dispositivo conta com uma bateria interna, que pode durar de cinco a dez minutos. Vale frisar que a duração varia conforme o número de aparelhos conectados e o consumo de energia de cada um deles.
Em uma queda repentina de energia durante um trabalho home office, por exemplo, o nobreak pode quebrar o galho, já que alguns minutos são mais do que suficientes para salvar documentos importantes. (M.P.)




