Por Pedro Souza
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Os restos mortais da sanjoanense Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, foram transferidos para um túmulo de solo no Cemitério da Filosofia, em Santos (SP). O translado ocorreu no domingo (8), data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.
Jornalista, escritora e militante política, Pagu consolidou-se como um dos nomes marcantes do modernismo brasileiro e tornou-se símbolo de resistência, cultura e liberdade. Em suas colunas e obras, abordava temas ligados à defesa das mulheres e às injustiças sociais, tendo sido presa por motivos políticos mais de 20 vezes.

Pagu morreu de câncer em 1962, aos 52 anos. Segundo a Prefeitura de Santos, ela foi velada na casa onde vivia, no Canal 3, e sepultada em uma campa de gaveta no Cemitério da Filosofia, localizado na Praça Ruy de Lugo Viña, no bairro Saboó.
Agora, os restos mortais foram transferidos para um túmulo construído em mármore, próximo à entrada do cemitério. De acordo com a administração municipal, o novo local foi escolhido para ampliar a visibilidade e facilitar a visitação.
No espaço também serão instaladas fotografias e um QR Code que dará acesso a um site sobre a trajetória da jornalista. Entre os elementos do memorial estará uma placa de acrílico com uma das frases mais conhecidas de Pagu: “Sonhe, tenha até pesadelo se necessário for, mas sonhe”.
O translado foi realizado durante uma cerimônia aberta ao público. Participaram familiares da jornalista, autoridades da cidade e representantes do Centro de Estudos Pagu, da Universidade Santa Cecília (Unisanta).
Um ano após a morte de Pagu, a Câmara Municipal de Santos concedeu à família a honraria de perpetuação da campa de gaveta, direito que será mantido no novo túmulo de solo. Com isso, familiares podem ser sepultados no mesmo local.
Pagu foi casada com o escritor Oswald de Andrade após o término do relacionamento dele com a artista Tarsila do Amaral. Depois do divórcio, oficializou união com o jornalista Geraldo Ferraz, que foi sepultado na mesma campa em 1979.
PAGU
Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista em 9 de junho de 1910. Em 1946, mudou-se para Santos, cidade que já frequentava desde a adolescência.
No litoral, escreveu para o jornal A Tribuna e participou do movimento que resultou na criação do Teatro Municipal de Santos, instalado no centro de cultura que atualmente leva o nome Patrícia Galvão, em homenagem à escritora.




