Por Pedro Souza
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O projeto ‘Alices no País das Feminices: Educação em saúde e equidade de gênero’ para adolescentes chegou ao fim na sexta-feira (28), em uma tarde de atividades que reuniu alunos da Escola Estadual Domingos Theodoro de Oliveira Azevedo, o Ginasinho, no Centro Universitário UniFAE. A visita encerrou o ciclo de 2025 com uma programação que aproximou universidade e escola estadual por meio da troca de experiências e da vivência prática nos espaços de ensino superior.

Os estudantes do Ginasinho foram recebidos pelos universitários da área da saúde. Eles percorreram laboratórios e setores acadêmicos que permaneceram abertos especialmente para a atividade. Alunos de Medicina apresentaram as estruturas técnicas dos laboratórios e explicaram o funcionamento dos equipamentos. A vivência permitiu que os visitantes observassem de perto o ambiente universitário, com espaço para dúvidas e conversas diretas com futuros profissionais da saúde.
PROJETO
Essa extensão universitária começou em agosto e foi desenvolvida ao longo de todo o segundo semestre. A iniciativa mostrou à comunidade a importância de levar orientações acessíveis sobre puberdade, menstruação, autocuidado, respeito, consentimento e construção de relacionamentos saudáveis.
De acordo com o professor Rafael Ferrari, do Ginasinho, a troca com a universidade foi decisiva para ampliar horizontes.
“A universidade não deve se limitar à formação de mão de obra especializada; ela deve servir à sociedade. É por meio dos projetos de extensão que o conhecimento acadêmico chega à comunidade e materializa essa conexão”, pontuou.
O professor reforçou a importância da extensão universitária, um dos pilares acadêmicos mais necessários para a sociedade.
“É no convívio cotidiano com os graduandos que nossos alunos compreendem que a educação é uma ferramenta transformadora e possível. Esse é o aprendizado fundamental”, disse.
Para os universitários, a experiência teve impacto equivalente. Arthur Mega, aluno de Medicina, acompanhou todas as etapas do projeto.
“Participei desde as primeiras atividades até o encerramento do ciclo. Minha sala abordou educação sexual, um tema essencial. Foi gratificante promover conscientização e diálogo com os jovens”, afirmou.
A programação terminou com a ‘Balada do Adolescente’, atividade interativa que uniu música e descontração. O clima reforçou a integração dos grupos e encerrou o semestre com entusiasmo e participação ativa.
O contato entre diferentes realidades fortaleceu o protagonismo dos estudantes, tanto da universidade quanto da escola estadual, e reafirmou o compromisso da extensão com a formação cidadã.




