Por Clovis Vieira
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Apaixonados por animais de estimação desejariam que seus ‘filhos de quatro patas’ vivessem para sempre. Mesmo que assim não o seja, uma série de cuidados pode prolongar a vida saudável dos pets, de acordo com o veterinário sanjoanense, e articulista do O MUNICIPIO, Plínio Aiub. “De maneira geral, uma média de 15 anos é um bom número para cães e gatos que são tratados como pets. O cuidado a eles deve incluir visitas ao veterinário, protocolos de vermífugo, vacinas e serem bem alimentados. Claro que a longevidade tem fatores ambientais, genéticos e nutricionais”.

Plínio explicou que a conjunção de boa genética, boa alimentação e cuidados profiláticos pode culminar em cães e gatos de até 24 anos, de acordo com experiência testemunhal na clínica do veterinário. Segundo ele, os animais sem assistência ou criados na largueza do campo tendem a ter riscos maiores que podem encurtar a vida e trazer a estatística desse grupo um pouco mais baixa, de 8 a 11 anos de vida.
LONGEVIDADE
A escolha da raça do animal de estimação, ou o gosto pessoal do tutor pelo tamanho, também importam: cães de porte grande vivem menos, principalmente de ossos largos como Fila, Dogue Alemão e Rottweiler. Já os pequenos tendem a viver mais. “Dentre alguns fatores, destaca-se a função da física motora na senilidade onde, para os grandes pesa mais e para os pequenos é mais fácil a sustentação e toda qualidade de vida que isso traz”. No caso dos gatos, a curva de tamanho entre as raças é muito mais tênue do que de cães, não chegando a ser tão relevante, mas, a estrutura e o peso contam muito.
O veterinário alerta: gatos castrados e obesos entram num metabolismo que trazem muitos problemas de saúde e isso diminui a estatística de longevidade deles. O fator raça também representa forte traço na longevidade. Raças de cães específicas como Poodle, Chihuahua e o antigo Pequinês costumam passar facilmente dos 15 anos, enquanto que raças como, por exemplo, o grandão São Bernardo, dificilmente atinge a média geral. “Mas o fator racial mais importante na longevidade é a seleção genética trabalhada naquela raça específica”, afirmou.
LIBERDADES
Cabe ao tutor a responsabilidade de aumentar a longevidade de seus pets? “Sim! Atendendo as cinco liberdades de bem estar animal”. São elas – liberdade psicológica: animais livres de sensação de medo e de ansiedade; liberdade nutricional: animais livres de sede, fome ou desnutrição; liberdade ambiental: animais devem ter liberdade de movimento em locais apropriados para sua espécie; liberdade comportamental: animais com liberdade suficiente para expressar seu comportamento natural da sua espécie e raça; liberdade sanitária: animais livres de ferimentos e doenças. “Parece simples, mas… Muitos animais tidos como pets não têm contemplado em sua vida algumas dessas liberdades”, concluiu.




