Projeto aborda diálogo sobre puberdade

Por Pedro Souza
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A reportagem do jornal O MUNICIPIO acompanhou, na segunda-feira (11), o primeiro dia do projeto ‘Alices no País das Feminices: educação em saúde e equidade de gênero para adolescentes’, realizado com alunas do sétimo ano da Escola Estadual Domingos Theodoro de Oliveira Azevedo (Ginasinho). A atividade foi conduzida por estudantes do terceiro ano de Medicina do UniFAE, marcando o início de uma série de encontros que acontecerão ao longo de todo o segundo semestre.

O objetivo é conscientizar sobre dignidade menstrual, saúde do adolescente e equidade de gênero, garantindo informação acessível a meninas e meninos. O projeto cria um ambiente seguro para discussões sobre puberdade, autocuidado, respeito, consentimento e relacionamentos saudáveis.

Alices no País das Feminices’ promove rodas de conversa sobre saúde, autocuidado e respeito entre adolescentes (Fotos: Pedro Souza/O MUNICIPIO)

PROJETO DE EXTENSÃO

Neste primeiro encontro, as alunas conheceram os universitários e puderam enviar dúvidas de forma anônima, que serão respondidas no próximo encontro, já programado para a segunda-feira (18).

A execução do projeto envolve acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Medicina e Publicidade e Propaganda do UniFAE, todos sob supervisão docente. A equipe de Publicidade terá papel estratégico na produção e divulgação de materiais educativos, especialmente nas redes sociais, ampliando o alcance das mensagens para além das salas de aula.

A professora de Piesc 6, Juliana Flausino, acompanhou os alunos de Medicina. Ela destacou que a faculdade já desenvolve projetos de extensão, aplicando na prática o que é ensinado em sala. O ‘Alices no País das Feminices’ já vem sendo realizado e, neste semestre, será aplicado no Ginasinho.

INICIATIVA

A iniciativa tem apoio do professor de Geografia, Rafael Ferrari, da diretora Beatriz Muniz e da coordenadora geral da escola, Lídia Falavigna. Ferrari contou que a inspiração veio de uma vivência acadêmica. “A ideia surgiu por eu ter feito um projeto de extensão na Unifal, em Alfenas (MG), sobre educação ambiental, que fez diferença na minha formação docente e na escola em que o desenvolvemos. A partir disso, procurei a pró-reitora de extensão do UniFAE e iniciamos esse projeto”, relatou.

Saúde: professora Juliana Flausino acompanhou os alunos de Medicina

Ele destacou que a intenção é ampliar o alcance. “A ideia é que o projeto se estenda na escola por muito tempo e que possamos construir mais iniciativas semelhantes ou até ampliá-las”, disse.

As alunas Rafaela Montier, Beatriz Lima e Julyanne Vitória aprovaram a proposta. “Acho bastante importante, enquanto os adolescentes vão aprendendo sobre isso, eles vão amadurecendo e ensinando a não fazer coisa errada”, comentou Julyanne. Beatriz lembrou a importância de ter acesso à informação. “A minha mãe não teve essa educação sexual na escola. Quando tinha, minha avó não a deixava participar. Ela teve a primeira filha com 15 anos, por falta de instrução. Agora nós temos mais acesso e temos de aproveitar para ter consciência e responsabilidade”, afirmou. Rafaela destacou a abertura para o diálogo. “É importante porque tem muita menina que não tem liberdade de falar com os pais sobre esses assuntos. Vindo gente de fora, encoraja mais os alunos a falar sobre o tema”, contou.

Interessadas: as alunas do sétimo ano, Rafaela, Beatriz e Julyanne aprovaram a proposta

Os encontros terão momentos exclusivos para meninas e meninos, com conteúdos adaptados às necessidades de cada grupo. Também será entregue o ‘Kit Feminices’, com absorventes descartáveis, lenço umedecido, sabonete íntimo e outros acessórios.

Além disso, está prevista a ‘Balada do Adolescente’, um evento interativo com música, dança, atividades recreativas e feira de saúde, incentivando a socialização saudável e reforçando, de forma lúdica, os aprendizados adquiridos.

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