Por Bruno Manson
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Uma adolescente de São João da Boa Vista foi flagrada em situação de prostituição durante uma operação da Polícia Civil deflagrada em São José do Rio Pardo. A ação ocorreu na quarta-feira (30) em uma casa noturna localizada na rodovia SP-207, no trecho que liga o município a São Sebastião da Grama.

Conforme apurado, a jovem apresentava documento de identidade falso que indicava maioridade. “Foi acionado o Conselho tutelar para as providências devidas e agora foi instaurado inquérito policial para apuração de todo ocorrido”, comentou o delegado seccional Benedito Antônio Noronha Júnior, em contato com a reportagem do O MUNICIPIO.
Por se tratar um caso de situação de exploração sexual, detalhes como a idade da garota e os demais procedimentos da operação são mantidos em sigilo pela Delegacia Seccional de Casa Branca.
SE MANIFESTOU
Questionado pelo jornal Democrata, o responsável pela casa noturna se posicionou a respeito do fato por meio de uma nota. “Todas as declarações já foram devidamente prestadas à autoridade policial. Em relação à presença da menor no estabelecimento, esclarecemos que a mesma apresentou documento de identidade falso, razão pela qual não foi possível identificar sua real idade no momento. A verdade somente veio à tona após os procedimentos realizados na delegacia. Reiteramos que estamos totalmente à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos e colaborações que se fizerem necessárias”, declarou.
INVESTIGAÇÕES
Embora não tenha sido surpreendida em ato sexual no momento da operação policial — o que impediu a prisão em flagrante de eventuais envolvidos —, a presença da jovem na casa noturna, sob essas condições, motivou a abertura de inquérito para apurar a prática de eventuais crimes, como a exploração sexual de adolescente, a manutenção de estabelecimento destinado à prostituição, rufianismo (exploração da prostituição de maiores de idade) e ainda falsificação e uso de documento falso.
Também deverá ser averiguado se houve o crime de associação criminosa. Neste ponto, a investigação vai apurar se seguranças, funcionárias, auxiliares administrativos, divulgadores e demais pessoas ligadas ao funcionamento e à promoção do local atuavam em rede estável e organizada com conhecimento do fim ilícito da atividade. Se confirmada a associação, todos os envolvidos poderão ser denunciados e processados criminalmente.




