Incêndio atinge área na Serra da Paulista e gera preocupação

Por Bruno Manson
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A estiagem aumenta significativamente o risco de queimadas, especialmente em áreas com vegetação seca e baixa umidade do ar. O fogo se alastra rapidamente nessas condições, causando danos ao meio ambiente e a saúde, além de colocar em risco a segurança. Considerada um dos cartões-postais de São João da Boa Vista, a Serra da Paulista é dos locais mais vulneráveis nesta época do ano, o que requer uma atenção especial das autoridades. E exemplo disso ocorreu na noite de sábado (12), quando as equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para combater um foco de incêndio.

Prevenção: servidores participaram de capacitação promovida pela Operação SP Sem Fogo (Divulgação/Prefeitura de São João)

Conforme apurado, as chamas atingiram uma área nas margens da estrada que corta a Serra da Paulista, na altura do quilômetro 13. Na ocasião, os moradores locais acionaram o Corpo de Bombeiros, que conseguiu controlar as labaredas em pouco tempo, evitando que se alastrassem e causassem danos maiores.

Segundo informações da Defesa Civil, o fogo ficou restrito à área lindeira da via, com extensão inferior a 100 metros. Diante do risco de novas queimadas, o órgão pede a conscientização da população para que tenha os devidos cuidados e não provoque fogo em áreas com vegetação.

ORIENTAÇÕES

Para evitar focos de incêndios, em especial na área rural, a Defesa Civil orienta a população para que não faça fogueiras e nem jogue bitucas de cigarro ou fósforos em estradas, rodovias e áreas de mata, uma vez que o fogo pode se alastrar e ganhar grandes proporções por conta da vegetação seca.

Já quem estiver na estrada ou rodovia e se deparar com uma área em chamas também deve tomar cuidado. A recomendação é para que não avance na direção do fogo e entre em contato imediatamente com as autoridades responsáveis.

Em meio a essas orientações, o órgão observa que a soltura de balões também pode provocar incêndios. A prática é proibida pela Lei de Crimes Ambientais e pode resultar em pena de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

ÁREAS RURAIS

A Defesa Civil destaca que o combate a incêndios deve ser feito apenas por pessoas capacitadas e com equipamentos adequados. Em áreas rurais, ao perceber que as chamas estão avançando em direção a alguma propriedade, o cidadão deve sair do imóvel e acionar as autoridades.

O órgão também chama atenção dos proprietários rurais para que mantenham os aceiros em dia, principalmente nas divisas com estradas e áreas de proteção permanente, e destaca que a queima controlada somente pode ser feita com a autorização da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

CAPACITAÇÃO

Recentemente mais oito servidores municipais foram capacitados como brigadistas por meio do promovido pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros. A atividade faz parte da Operação SP Sem Fogo, uma iniciativa que visa prevenir e combater incêndios e queimadas em grandes áreas verdes, contando com a realização de uma série de atividades divididas em três partes.

A fase verde ocorre em duas etapas. A primeira é de janeiro a março e é dedicada às atividades de planejamento e início das medidas de prevenção e preparação. Já a segunda é em novembro e dezembro, ocasião em que é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte.

A fase amarela acontece de abril a maio e requer foco nas ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. Nesses meses, as atividades de treinamento, capacitação, elaboração e revisão de planos preventivos e de contingência ganham prioridade.

Já a fase vermelha é de junho a outubro. Neste período as ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço.

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