Por Bruno Manson
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O Departamento Municipal de Saúde divulgou na quinta-feira (10) os dados atualizados da campanha de vacinação contra a Influenza em São João da Boa Vista. Mesmo com as campanhas realizadas recentemente, até o momento somente 27.649 pessoas foram imunizadas, o que representa 46% do público-alvo.
De acordo com o levantamento, as doses foram aplicadas em 9.191 idosos, 2.365 crianças, 2.099 trabalhadores da saúde, 1.839 pessoas com comorbidades e 260 gestantes e puérperas. Além destes grupos prioritários, 11.895 pessoas foram imunizadas.
Conforme consta no boletim epidemiológico, até sexta-feira (4), o município contabilizava 19 internações por conta de síndromes respiratórias agudas graves (Srags). Desde o início do ano, São João registrou 18 mortes por doenças respiratórias – Influenza, Covid-19, Vírus Sincicial, entre outras enfermidades.

VACINAS ESTÃO DISPONÍVEIS
Diante deste cenário preocupante, a prefeitura reitera a importância da vacinação, uma vez que os índices de imunização ainda são considerados insatisfatórios. Quem ainda não recebeu a dose deve procurar uma das 14 Unidades de Saúde. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Na ocasião é necessário apresentar a carteira de vacinação.
A DOENÇA
Popularmente conhecida como gripe, a Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório e possui alto potencial de transmissão. Causada pelos vírus Influenza dos tipos A, B e C, a doença pode variar de quadros leves a graves, especialmente em grupos de risco como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Os vírus Influenza A e B são os principais responsáveis por epidemias sazonais. O tipo A, por exemplo, inclui subtipos como H1N1 e H3N2, que já provocaram pandemias históricas. Já o tipo B circula exclusivamente entre humanos e costuma afetar mais crianças. O tipo C é menos comum e geralmente causa infecções leves.
A transmissão ocorre por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas. Os sintomas surgem de forma súbita e incluem febre alta, dor de garganta, tosse seca, dores musculares, coriza, mal-estar e, em alguns casos, vômitos e diarreia. Crianças podem apresentar sintomas gastrointestinais mais intensos, enquanto idosos podem ter febre sem outros sinais evidentes.
PREVENÇÃO
A Vigilância Epidemiológica explica que a principal forma de prevenção contra a Influenza é a vacinação anual, recomendada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade. O imunizante é atualizado todos os anos para proteger contra as cepas mais circulantes.
Além disso, o órgão destaca que medidas como lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações, usar máscara em ambientes fechados e cobrir a boca ao espirrar ou tossir são fundamentais para reduzir a transmissão da doença.
CUIDADOS
Segundo a Vigilância Epidemiológica, em casos leves, o tratamento envolve repouso, hidratação e uso de medicamentos sintomáticos como analgésicos e antitérmicos. Já em situações mais graves ou em pacientes com fatores de risco, o órgão informa que pode ser indicado o uso de antivirais como o Oseltamivir, especialmente se iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas. “A Influenza não deve ser subestimada. Complicações como pneumonia, sinusite, otite e agravamento de doenças crônicas são comuns e podem levar à hospitalização. Por isso, a conscientização e a adesão à vacinação são essenciais para proteger a saúde individual e coletiva”, alertou.




