Espetáculo e documentário comemoram 115 anos de Pagu

Por Ana Paula Fortes
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A vida e o legado de Patrícia Rehder Galvão, a irreverente Pagu, foram celebrados em uma programação especial que incluiu teatro, música e o lançamento de um documentário. Organizadas pelo Departamento de Cultura, atividades marcaram os 115 anos de nascimento da escritora e fizeram parte das comemorações dos 201 anos de São João da Boa Vista.

Peça: Pagu e Clarice Lispector foram interpretadas por Mariana Theodoro e Lyrian Gomes, sob direção de Marcella Marín (Divulgação/Academia de Letras)

Na noite de sexta-feira (13), no Theatro Municipal, o público foi recebido com um diálogo encenado entre Pagu e Clarice Lispector, interpretado pelas atrizes Mariana Theodoro e Lyrian Gomes, sob direção de Marcella Marín e produção de Gabriel Marin, do Centro Cultural Cena IV. O texto, de autoria da acadêmica Maria Célia Marcondes, mergulhou na personalidade contestadora da sanjoanense, uma das vozes mais audaciosas do modernismo brasileiro.

Em seguida, como parte das comemorações do aniversário do município, o Coral Elohim e a Orquestra Música na Cidade, regidos pelos maestros Estevão Eduardo Ferreira e César Cunha, apresentaram um repertório especial, com destaque para a execução do hino de São João da Boa Vista, que arrancou aplausos de pé da plateia.

DOCUMENTÁRIO

No sábado (14), data exata do aniversário de Pagu, a programação prosseguiu na Estação das Artes. Na ocasião, o público presente conferiu a estreia do documentário “Pagu, a Moleca Impossível”, uma realização da prefeitura em parceria com a Unisanta e o UniFAE.

A diretora de Cultura, Lucelena Maia, destacou a importância das colaborações. “Firmamos parcerias essenciais para contar a história de Pagu de maneira autêntica. A Unisanta, com a biógrafa Lúcia Teixeira, e o UniFAE, com o roteiro e direção de Paschoal Neto, foram fundamentais nesse projeto”, afirmou.

O filme, que não busca esgotar a obra da autora, mas revelar sua personalidade intensa, contou com depoimentos de pesquisadoras como a vice-reitora do Centro Universitário, Alice Orrú, e integrantes da Academia de Letras de São João, como Carmen Lia Romano, Neusa Menezes, Beatriz Castilho e Maria Célia Marcondes.

Após a exibição, uma mesa redonda discutiu o impacto de Pagu como mulher intelectual e revolucionária, desconstruindo visões distorcidas sobre sua trajetória. O público participou ativamente, e ao final, foi desafiado a definir a sanjoanense em uma palavra – tarefa quase impossível para uma figura tão multifacetada. “Para conhecê-la, é preciso assistir ao documentário, que está disponível no canal da prefeitura no YouTube, e depois mergulhar em sua história, porque Pagu é inesgotável”, concluiu Lucelena.

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