Por Bruno Manson
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Com o avanço da tecnologia, a população deve ficar atenta a onda de golpes que vem ocorrendo por meio de e-mails, mensagens em aplicativos e pelas redes sociais. Atualmente uma das ações criminosas mais realizadas tem sido a utilização do nome da Prefeitura de São João da Boa Vista para induzir os destinatários a clicar em links maliciosos ou fornecer dados pessoais.

Uma dessas ações criminosas consiste no envio de e-mails fraudulentos com o assunto “Irregularidade no Alvará de Funcionamento” e vem assinada pelo Departamento de Licenciamento Urbano e Obras, órgão que não existe na estrutura administrativa da prefeitura sanjoanense. Na mensagem consta que há uma “possível irregularidade” no alvará de funcionamento da vítima e que a não regularização disso poderá acarretar em sanções, incluindo multas e até o fechamento temporário da empresa. Para conferir tais “irregularidades identificadas”, o destinatário deve clicar em um link. E é aí que o golpe acontece.
ORIENTAÇÃO
Diante destes e-mails fraudulentos que estão sendo espalhados, a Prefeitura de São João da Boa Vista faz um alerta à população, em especial os empresários locais. “Os golpistas estão se passando por representantes de um suposto ‘Departamento de Licenciamento Urbano e Obras’ da prefeitura, informando falsas notificações de irregularidades no alvará de funcionamento das empresas. Na mensagem, é disponibilizado um link que direciona para uma lista de supostas irregularidades. Ressaltamos que tal comunicação é totalmente falsa e não possui qualquer vinculação com a prefeitura”, destacou a administração municipal. “O Departamento de Licenciamento Urbano e Obras mencionado no e-mail não existe e a assinatura contida na mensagem refere-se a uma pessoa que não integra o quadro de funcionários do município”, observou.
A prefeitura sanjoanense orienta que os empresários estejam atentos e não acessem qualquer link suspeito, ignorando por completamente a mensagem e evitando assim possíveis prejuízos.
MAIS UM GOLPE
Com a aproximação do fim do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda, um e-mail fraudulento atribuído à Receita Federal também tem sido encaminhado pelos golpistas. A mensagem diz que uma denúncia anônima fez com que uma investigação fosse iniciada, lançando uma suspeita de sonegação fiscal e pedindo que um suposto formulário seja preenchido. No entanto, tudo isso é falso. Ao clicar para fazer isso, o destinatário permitirá o acesso de um hacker aos seus dados.
Segundo a RF, quadrilhas especializadas em crimes pela internet enviam mensagens eletrônicas que servem como meio para os criminosos obterem ilegalmente informações fiscais, bancárias e cadastrais do contribuinte. Ao clicarem em links ou baixarem anexos, os usuários têm seus computadores infectados por vírus e programas que permitem o acesso aos dados. Até mesmo um falso site da Receita Federal pode ser acessado inadvertidamente pelo internauta.
A Receita Federal esclarece que não manda mensagens via e-mail sem a autorização do contribuinte nem autoriza terceiros a fazê-lo em seu nome. “A única forma de comunicação eletrônica com o contribuinte é por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). A orientação ao internauta que se deparar com esses e-mails é não responder, não abrir arquivos anexados nem acessar links. Para esclarecer dúvidas ou informações adicionais, os contribuintes podem procurar as unidades da Receita, acessar a página na web ou entrar em contato com o Receitafone (146)”, informou.
O órgão reforça ainda que os golpes não ocorrem apenas pela internet. “Todos os anos, especialmente no período de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, falsários se passam por servidores da Receita Federal tentando extrair dados fiscais e bancários dos contribuintes”, diz.
CARTAS
A Receita Federal alerta para a modalidade de golpe também aplicada por meio de correspondências físicas. As cartas se intitulam “Intimação para regularização de dados cadastrais”, são identificadas com o logotipo e o nome da RF e pedem que o contribuinte entre em um endereço eletrônico que não pertence ao órgão. Tais correspondências são falsas e não são enviadas pelo órgão.




