Por Bruno Manson
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O jornalista e professor Francisco Arten, presidente do diretório sanjoanense do Republicanos, e a Rádio Piratininga deverão pagar uma indenização de R$ 12.500 e fazer uma retratação pública por conta de informações inverídicas que foram noticiadas relacionadas a uma antiga ocorrência policial. Diante das fake news, a vítima do crime ingressou com uma ação contra o apresentador e a emissora. O caso tramitou em segredo de Justiça e o desfecho ocorreu durante uma audiência virtual de tentativa de conciliação realizada na quinta-feira (8).

Defendidos pela advogada Hellen Cristina Padial Backstron Falavigna, Arten e a Rádio Piratininga firmaram um acordo judicial e pagarão R$ 12.500 à vítima, em dez parcelas mensais. Além disso, também deverão fazer uma retratação pública para ser lida ao vivo, por três dias seguidos, durante o mesmo horário em que foram divulgadas as fake news.
POSICIONAMENTO
Em contato com o jornal O MUNICIPIO, Arten comentou o caso e explicou que divulgou informações que obteve junto à população. “Nós deixamos bem claro na ocasião que era uma informação não oficial, uma informação de ouvinte. O objetivo era mostrar o terror que a população estava tendo em relação a este caso”, comentou.
O apresentador também falou sobre o acordo judicial e a retratação. “O objetivo nosso é trabalhar com a verdade. Entendemos que era o direito da vítima reivindicar que a versão dela – que participou e viveu o caso – fosse levada ao ar também”, concluiu.
OUTRO CASO
Esta não é a primeira vez que Arten é acusado de divulgar fake news. Em 28 de fevereiro, o ex-vereador Gérson Araújo precisou solicitar junto à Justiça a quebra do sigilo das investigações relacionadas aos autores do perfil falso intitulado ‘São João das Cachorreira’ no Facebook, devido às informações inverídicas que vinham sendo divulgadas pelo jornalista, o qual figura entre os investigados neste caso.
O ‘São João das Cachorreira’ ganhou popularidade por conta de ataques sistemáticos a políticos, personalidades locais e pessoas da comunidade sanjoanense. As investigações feitas pela Polícia Civil apontaram que Arten teria envolvimento na criação dos textos dos conteúdos difamatórios que eram publicados, o que resultou na apreensão de seu celular.
Apesar disso, o jornalista vinha utilizando as redes sociais e a rádio para minimizar o caso, dando uma versão diferente da realidade. Conforme consta no pedido feito à Justiça, o apresentador usou esses canais para dizer que não tinha nenhum envolvimento com o perfil falso, alegando que ele próprio entregou o celular à polícia, porém, não mencionando que houve uma ordem de apreensão e que não forneceu a senha do aparelho aos agentes.
Outra informação inverídica seria de que a equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) compareceu à residência de Arten porque Gérson o teria apontado como autor das postagens. Na realidade, as buscas ocorreram somente após a investigação identificar a troca de mensagens do presidente do Republicanos outro investigado. A apuração do caso ainda prossegue.


