Por Pedro Souza
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A tão esperada fumaça branca saiu pela chaminé instalada no teto da Capela Sistina na tarde de quinta-feira (8), marcando o fim do conclave e o início de uma nova era na Igreja Católica. O cardeal estadunidense Robert Francis Prevost foi escolhido como novo papa e adotou o nome de Leão XIV, tornando-se o 267º sucessor de São Pedro e assumindo a liderança espiritual de 1,4 bilhão de católicos no mundo.

Aproximadamente uma hora depois de ser eleito, Leão XIV foi anunciado pelo cardeal Dominique Mamberti, apareceu na sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e fez o primeiro discurso como papa. “A paz esteja com todos vocês. Esta é a primeira saudação do Cristo ressuscitado. Eu também gostaria que essa saudação de paz entrasse no coração de vocês”, disse o pontífice, que também lembrou papa Francisco, que morreu em 21 de abril.
Já na primeira missa realizada para cardeais na Capela Sistina na manhã desta sexta-feira (9), Leão XIV pontuou em homilia esperar que seu papado frente à Igreja Católica seja como um “farol que ilumina as noites do mundo”.
Na edição de quarta-feira (14), o O MUNICIPIO aprofundará mais sobre a vida, curiosidades e os ideais de Robert Francis Prevost, eleito papa Leão XIV.
BREVE HISTÓRICO
Com 69 anos, Prevost fez história ao se tornar o primeiro papa nascido nos Estados Unidos. A escolha foi confirmada com pelo menos 89 dos 133 votos dos cardeais eleitores — o número mínimo exigido de dois terços.
Apesar de sua origem em Chicago, Prevost construiu boa parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru, onde atuou por décadas como missionário e bispo. Essa vivência o aproximou de realidades sociais complexas e fortaleceu seu compromisso com a justiça e com os mais pobres, valores que refletem em seu perfil pastoral.
Reservado e discreto, Leão XIV evita os holofotes, mas é amplamente reconhecido dentro da Igreja por seu espírito reformista e por sua sólida formação acadêmica. Ingressou na vida religiosa aos 22 anos, formou-se em teologia pela União Teológica Católica de Chicago e concluiu o doutorado em direito canônico em Roma, na Universidade de São Tomás de Aquino.
Nos últimos anos, exerceu funções estratégicas na Cúria Romana, destacando-se pela fidelidade à linha de abertura promovida por Francisco, seu antecessor.
PARA LEMBRAR
Na edição de quarta-feira (7), o O MUNICIPIO trouxe a expectativa dos católicos sanjoanenses antes mesmo do início do conclave. Depois da morte do papa Francisco, fiéis locais se mostraram ansiosos entre esperanças por continuidade, mudanças e manutenção dos valores tradicionais – não escondiam suas ânsias em relação ao futuro pontífice.
A contadora Eveline Martins, 29, aguardava por um pontífice alinhado com a doutrina católica tradicional. “Rezo para que o novo papa seja fiel aos mandamentos da Igreja, com um perfil mais conservador, reforçando valores fundamentais como família, matrimônio e catequese”, disse.
Já a farmacêutica Yara Berto, 53, torcia para que o próximo líder católico mantivesse a linha do papa Francisco, com atenção às minorias. “Espero que o novo papa siga as diretrizes do pontificado anterior, mantendo o cuidado com os pobres e a simplicidade evangélica que marcou Jesus”, defendeu.
Lourdes Gomes, 85, compartilhou da mesma opinião e expectativa, destacando o legado de Francisco e desejou, na ocasião, um sucessor com as mesmas virtudes. “Ele foi um homem honesto, de uma visão superior, de uma humildade sem igual, exemplo de um ser cristão”, elogiou.
(Colaborou Ignácio Garcia)




