Por Bruno Manson
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O Departamento de Saúde confirmou na quinta-feira (10) a primeira morte por dengue em São João da Boa Vista. De acordo com as informações divulgadas, a vítima residia no Jardim Bela Vista. A paciente era idosa e portadora de comorbidades (hipertensão, diabetes e cardiopatia). Os primeiros sintomas da doença foram registrados em 23 de fevereiro. Como o quadro se agravou, ela precisou ser internada em 1º de março.
Segundo a pasta, o diagnóstico foi confirmado em 28 de março, após exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, a análise dos prontuários ambulatorial e hospitalar e a investigação da Comissão de Óbitos por Dengue, que é composta por três enfermeiras e um médico infectologista, seguindo os protocolos nacionais de vigilância epidemiológica. Apesar de todos os esforços, a idosa não resistiu e faleceu no dia 4 de março.

AÇÕES REALIZADAS
O Departamento de Saúde relata que, desde a notificação dos sintomas, todas as medidas de prevenção e controle foram adotadas, incluindo bloqueio vetorial no local de residência da paciente e orientação à população do entorno. A pasta observa que essas ações são imediatamente implementadas em todos os casos graves notificados.
ALERTAS À POPULAÇÃO
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, que também é responsável pela propagação da febre amarela, zika e chikungunya. Trata-se de uma doença grave, especialmente para pessoas com comorbidades. Diante disso, o departamento reforça a importância de eliminar criadouros do inseto, evitando o acúmulo de água em recipientes e zelando pela limpeza de calhas e quintais, por exemplo. Outra medida eficaz é usar repelentes e telas nas janelas. Em caso de sintomas – como febre alta, dor muscular e manchas vermelhas no corpo –, a pessoa deve procurar imediatamente uma Unidade de Saúde.
CASOS CONFIRMADOS
De acordo com informações divulgadas sexta-feira (11) pelo Departamento de Saúde, São João da Boa Vista registrou 1.373 casos confirmados de dengue e tem 33 pacientes suspeitos de estarem infectados aguardando o resultado dos exames. Desde o início do ano, o órgão contabilizou 2.648 notificações, das quais 1.242 foram descartadas. Além deste óbito confirmado, ainda há outras duas mortes suspeitas, que seguem em investigação.
Reunião planeja ações para enfrentamento da doença; criação de dengário é descartada até o momento
Na manhã de quinta-feira (10), representantes de diversos setores da prefeitura se reuniram na sede do Departamento de Saúde para avaliar a efetividade das ações de combate à dengue e definir os próximos passos no enfrentamento da doença.
O encontro contou com a participação de profissionais da Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e representantes de setores como Almoxarifado e Administrativo, Comunicação, além de coordenadores das Unidades de Saúde e do Laboratório Municipal.

MEDIDAS ADOTADAS
Durante o encontro, a equipe reforçou que todos os casos suspeitos de dengue seguem sendo monitorados com rigor e que nenhuma Unidade de Saúde deixou de atender pacientes com sintomas compatíveis com a doença – incluindo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que segue prestando os atendimentos normalmente.
Agentes comunitários de saúde continuam realizando visitas a residências monitoradas, enquanto o CCZ mantém a fiscalização em áreas com potencial para focos do mosquito transmissor.
DENGÁRIO E NEBULIZAÇÃO
A possibilidade de instalação de um dengário anexo à UPA foi descartada neste momento, uma vez que a rede de saúde segue conseguindo atender à demanda.
Já a nebulização, esta foi concluída na Vila Brasil, Jardim Nova República e Jardim São Paulo. No entanto, uma nova data para a retomada das ações ainda não foi definida, pois o cronograma depende do Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado, que atualmente tem priorizado cidades em situação de emergência.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Ludmila Zan, todas as ações de controle estão sendo realizadas com responsabilidade e por profissionais experientes. Ela reforçou, porém, que o principal meio de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito, uma tarefa que exige o engajamento de toda a população.




