Meio Ambiente intensifica ações contra risco de queda de árvores

Por Pedro Souza
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A queda de uma árvore de grande porte sobre um ônibus, no fim de março, acendeu um alerta definitivo em São João da Boa Vista. O acidente aconteceu em plena região central, uma das áreas com maior circulação de veículos e pedestres da cidade, e reforçou uma preocupação que já vinha sendo sinalizada pelo O MUNICIPIO em reportagens anteriores.

Após o incidente, moradores e comerciantes relataram com mais frequência a existência de exemplares com inclinação acentuada, raízes expostas ou galhos secos, sinais semelhantes aos que apresentava a árvore que desabou.

Perigo: árvores antigas precisam ser vistoriadas por conta do risco de queda (Pedro Souza/O MUNICIPIO)

Procurado pelo O MUNICIPIO, o Departamento de Meio Ambiente informou que a fiscalização sobre o risco de queda dessas árvores é realizada não apenas pela prefeitura, mas também por meio da Comissão Técnica de Arborização e Reflorestamento (Ctar). “A Ctar é composta por 11 membros, entre eles representantes da Defesa Civil, Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e entidades civis ambientais”, explicou o departamento. “É importante frisar que, caso o munícipe perceba qualquer indício suspeito de risco, poderá acionar a Defesa Civil por meio da Ouvidoria Municipal”, informou.

Nos últimos meses, a prefeitura já executou a remoção de algumas árvores consideradas de risco pela Comissão. Questionada sobre a reposição das espécies retiradas, a pasta afirmou que há um plano de compensação, também sob orientação da comissão. “A reposição de árvores é determinada pela Ctar como parte das medidas ambientais compensatórias”, reforçou.

Além das remoções, a Comissão também atua com foco na preservação. “Uma das atribuições da Ctar é justamente a preservação da arborização municipal, o que engloba também árvores centenárias”, informou o Departamento de Meio Ambiente. Ações como podas preventivas e avaliações técnicas são feitas conforme a demanda, sempre com base em critérios técnicos estabelecidos pelos órgãos competentes.

Em caso de suspeita, o morador pode reportar a situação à Ouvidoria Municipal, que repassará o caso à Defesa Civil. A avaliação é feita por técnicos da comissão ou diretamente pela Defesa Civil, que emite um laudo. “O solicitante recebe uma carta com a decisão da Ctar, e a Ouvidoria é respondida pela Defesa Civil com o parecer técnico”, esclareceu a pasta.

A beleza que floresce no outono

Enquanto a cidade se preocupa com a segurança das árvores de grande porte, a natureza mostra seu lado mais colorido com a florada das paineiras, que surpreendem ao antecipar a primavera em pleno início de outono. O espetáculo natural começou a ser notado nas últimas semanas, especialmente na alameda que liga o final da avenida Dr. Durval Nicolau até o Bairro Alegre, onde exemplares floridos transformam a paisagem urbana com tons vibrantes de rosa e branco.

Espetáculo da natureza: paineiras encantam quem passa pela avenida Dr. Durval Nicolau (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

As flores da paineira são grandes, com cinco pétalas rosadas, pintas vermelhas e bordas brancas — embora uma variedade mais rara exiba flores totalmente brancas. O nome da árvore vem do tupi ‘paina’ e  significa ‘algodão’, referência à fibra branca e sedosa produzida pela espécie. Presente em biomas como a Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia, a paineira tem diversos usos: do paisagismo à medicina popular, sendo indicada para tratar asma, coqueluche e tosse. Um lembrete de que, mesmo com os desafios, a natureza segue seu ciclo — e cabe ao ser humano cuidar para que ele continue seguro e belo. (C.V)

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