Orquestra Brasileira Inclusiva se apresentará nesta quarta

Por Clovis Vieira
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Em comemoração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a Orquestra Brasileira Inclusiva (OBI) fará apresentação especial nesta quarta-feira (2), às 20h. O palco do teatro da Cidade das Artes, receberá o show ‘Concerto Natural’, com os 16 integrantes da pioneira orquestra formada por pessoas com deficiência (PCDs), sob a direção do maestro Carlos Henrique Toni. Além dos alunos, o grupo conta com três professores e mais dez músicos de apoio. A entrada será gratuita.

Convite: a pianista Larissa Izabel Dantas está entre as participantes do espetáculo (Divulgação/Arquivo Pessoal)

De acordo com o maestro, 80% dos músicos que se apresentam regularmente têm alguma forma de autismo, o que torna esse show muito apropriado para a data. “O repertório manterá a nossa escolha entre músicas populares e peças clássicas; além de canções autorais que são compostas até mesmo em sala de aula, na interação entre professores e alunos”, afirmou.

Além dos músicos tradicionais da OBI, o espetáculo receberá a pianista Larissa Izabel Dantas, 17, deficiente visual, para uma participação especial. Residente em Holambra (SP), a virtuose estuda piano há três anos. Vem se apresentando em recitais na Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA), de Mogi Guaçu, em concertos de fim de ano e em datas especiais como convidada de honra. Em São João, tocará peças de Chopin e Mozart, entre outros compositores clássicos.

AUTISMO

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2007. Essa data foi escolhida com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estima-se que, em todo o mundo, uma em cada 160 crianças tem transtorno do espectro autista.

O autismo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma condição de saúde caracterizada por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal. Entretanto, terapias adequadas a cada caso podem auxiliar essas pessoas a melhorar sua relação com o mundo, mostram alguns resultados recentes.

Inúmeros profissionais da saúde são claros ao afirmar que indivíduos com TEA podem e devem conquistar seu lugar na sociedade porque eles também têm aptidões e talentos específicos em determinadas áreas do conhecimento.

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