Por Clovis Vieira
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Em atividade desde abril de 2010, o evento Prata em Seresta encerrou seu movimento no dia 17 de dezembro, surpreendendo organizadores, participantes e público em geral. “Só fica a saudade, foi muito bom enquanto durou”, lamentou uma das mais atuantes cantoras naquele projeto, Rosa Maria Veronez.

Idealizada pelo empresário Demétrius Panagoulias, enquanto proprietário do Hotel Águas da Prata, a Seresta nasceu na praça Basília Ceschin com o objetivo de “atrair para a estância hidromineral mais visitantes e turistas”, afirmou Panagoulias na época.
Sobre o fim dessa programação, a prefeitura pratense, patrocinadora do evento musical, pronunciou-se da seguinte forma: “O Prata em Seresta está temporariamente suspensa em Águas da Prata. O prefeito Carlos Henrique Fortes Dezena disse que sua equipe está priorizando os investimentos, por conta da situação econômica negativa herdada pela administração, que assumiu dia 1º de janeiro”. Segundo a assessoria de comunicações da administração, a infraestrutura oferecida para a realização da Seresta era composta por palco, som e honorários de dois maestros que ministram aulas aos participantes.
TURISMO
Muito antes de fazer sucesso na estação ferroviária da estância, sempre no último sábado de cada mês, as reuniões musicais que resultariam na Seresta ocorriam no saguão do Hotel Águas da Prata. E já atraíam nomes conhecidos da área musical como Renata Melo, Sílvia Ferrante, Micael Chaves, Tonhão Giffoni, Júlio Lima e Beto Amiki. Logo, foi criado o grupo Seresteiro da Prata, reunindo moradores daquela cidade, que se apresentavam regulamente nesses eventos. Percebendo o potencial turístico da Seresta, Demétrius Panagoulias convidou a saudosa professora de música Glorinha Aguiar para organizar esses encontros musicais.
Por sua vez, o empresário oferecia o suporte necessário para a continuidade do projeto, chegando a trazer para apresentações diversos nomes da Jovem Guarda, como Eduardo Araújo, Martinha e Patrick Dimon. “A Seresta sempre foi um sucesso e nunca tinha menos de 300 pessoas na plateia, aplaudindo, dançando e se divertindo com as nossas apresentações”, relembrou Rosa Veronez.
FUTURO
Segundo o que foi apurado pela reportagem do O MUNICIPIO, as despesas atuais da prefeitura pratense com a manutenção da Seresta eram de R$ 2.900, pagos mensalmente à empresa Alexandre Turqueti, que fazia a sonorização e a iluminação; e R$ 700 mensais a cada músico (Maestro Estevão e Sara Ramos) para organizar ensaios semanais e a apresentação no último sábado de cada mês, mais R$ 50 como ajuda de custo, perfazendo total de R$ 1.450. A prefeitura não informou qual era a despesa com palco, citada entre os encargos.
Dezena disse à reportagem que reconhece a importância cultural e social da Seresta, mas que é preciso ter responsabilidade nesse momento de ajuste de caixa. “A situação financeira da prefeitura está muito complicada e estamos priorizando investimentos em saúde e educação. Estamos prevendo muita coisa para a cultura, turismo e lazer em Águas da Prata. Com certeza, a volta da Seresta é uma das nossas principais preocupações e vai acontecer na hora certa”, concluiu.




