Por Clovis Vieira
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“Os festivais de música [popular brasileira] são fundamentais para conhecermos os trabalhos de quem está fora da mídia. São, também, um belo jeito de se mostrar boas canções”, apontou a cantora e compositora sanjoanense Sílvia Ferrante. Esta afirmação, destacada no Dia Mundial do Compositor, comemorado hoje, faz referência aos festivais de música ocorridos em São João entre os anos 1960 e início dos anos 1980. Foram eventos que fizeram surgir um sem número de músicos que, de outra forma, não teriam palco e plateia para mostrar suas composições.

Público e músicos em geral concordam entre si ao afirmar que os compositores “são contadores de histórias que emocionam, inspiram e dão voz à nossa humanidade”. Como homenagem, o dia 15 de janeiro foi estabelecido como o Dia Mundial do Compositor. A data remonta ao 15 de janeiro de 1945, quando foi fundada a Sociedade de Autores e Compositores do México (Sacm), mas se espalhou por outros países a partir de 1983, se tornando mundial.
COMPOSITORES
São João é cidade privilegiada pelos muitos compositores que já teve em passado recente e na atualidade. “A música entrou na minha vida através dos meus pais e da família da minha mãe, que sempre gostaram muito de música. Nós sempre ouvimos boa música em casa”, disse a cantora e compositora Walgra Maria. Ela afirmou que começou a compor ainda bem jovem, na época dos festivais estudantis e regionais. Walgra tem cinco cds gravados e várias canções autorais. O cd ‘Acalanto’ é composto, em sua maioria, por canções infantis de Walgra.
Quem também recebeu influências familiares para adentrar no mundo da música foi Terezinha Prímola, há 20 anos residindo em São Paulo (SP). “Meu pai dirigia a fábrica Sartorello de instrumentos musicais e, desde os meus 3 anos, eu já gostava de mexer com esses ‘brinqueos’”. Prímola destacou que é importante manter em casa os mais diversos instrumentos musicais, para despertar e estimular nos filhos o gosto pela música. Famosa nos tempos dos festivais, sanjoanenses Terezinha compôs canções que fizeram grande sucesso: ‘Sonho de Gente Grande’ (no Salão Diocesano), ‘Modinha do Amor Antigo’ (no Centro Recreativo Sanjoanense), ‘Poeta Sem Talento’ (na sede social do Palmeiras FC) e ‘Mantiqueira’, defendida em festival numa olimpíada estudantil por seus alunos de Música em escola pública.
HOMENAGEM
Atuando mais como cantora, Sílvia Ferrante confessa: “Eu tenho poucas composições. São muito mais intuitivas do que técnicas, já que não conheço a teoria musical. Quando a ideia vem, repito algumas vezes, gravo e passo para o [Júlio] Lima tirar no violão. Antes quem me ajudava nisso era o Luís Carlos Pistelli”. E indica que compositores sanjoanenses atuais são jovens que tiveram a chance de ouvir boa música desde pequenos e que hoje conseguem se comunicar através dessa arte “compondo peças lindas” aplaudiu.
O MUNICIPIO presta homenagem a todos os compositores sanjoanenses, na passagem do Dia Mundial do Compositor, através de nomes como: Geraldo Filme, Edvina Noronha, Terezinha Prímola, Renato dos Santos Jr., José Fernando Entratice, Walgra Maria, Fábio Noronha, Sílvia Ferrante, Zezinho Só, Tonhão Giffoni Rosa, Badi Assad, Luís Carlos Pistelli, José Márcio Carioca, Moacir Bernardino (Black Moah), Paulinho Tó e Luís Antônio Ricci, autor da festejada ‘Praça Joaquim’.




